segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
VISÕES DO FUTURO - EDITORA INFINITUM
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| Capa do ilustrador Joe Bennett |
Fui convidado recentemente pelo escritor Gian Danton (Ivan Carlo) para participar com um conto de FC na coletânea "Visões do Futuro" (capa ao lado) da Editora Infinitum. E já estou com algumas ideias bem legais para este conto. Basta sentar e escrever :)
Enquanto isso, conheça as próximas novidades da editora: http://editorainfinitum.com.br
@ademirpascale
domingo, 29 de janeiro de 2012
Livros da "Coleção Fantástica" em promoção
Livros da "Coleção Fantástica" em promoção, autografados e com frete grátis. Aproveite, pois vai até o dia 05/02: http://www.cranik.com/fantastica/promo.html
sábado, 28 de janeiro de 2012
AMORES INFERNAIS
Autores presentes na obra: Justine Larbaiestier ― Melissa Marr ― Gabrielle Zevin ― Scott Westerfeld ― Laurie Faria Stolarz
"Amar pode ser um inferno, mas sempre vale a pena!"
Amores Infernais é uma coletânea de contos sobrenaturais, escrita por autores estrangeiros e publicada pelo selo Galera Record. Bom, adoro o tema “sobrenatural” e a mescla com o tema “romântico”, surgiu algo bem criativo. São cinco contos longos, algo em torno de 50 páginas cada, quase uma novela. Confesso que alguns me cativaram bem mais que outros, como “Dormindo com o espírito”, de Laurie Faria Stolarz, que tem um quê do filme “Sexto Sentido”, estrelado por Bruce Willis, e “Mais ralo que água”, de Justine Larbaiestier, que foi o conto que mais agradou; bem trabalhado e criativo, além de abordar uma protagonista cativante e com sentimentos profundos. Um detalhe interessante no livro é que a autora Justine é casada com Scott Westerfeld, autor que também participa da coletânea com o conto “Abominável mundo perfeito” (o único homem no livro), com um texto meio deslocado do tema proposto. Também gostei do conto "Fan Fic", da autora Gabrielle Zevin, mas o final foi bem diferente do que eu imaginava. “Amores Infernais” certamente agradará mais as leitoras, pois todos os cinco contos são vividos por protagonistas garotas, então palavras como “supergato” e “lindo”, são constantes na narrativa. Acredito que pelo tema proposto, poderiam, sim, ter trabalhado no ponto de vista masculino, como um garoto tendo um caso com uma garota do além, mas foi algo que não aconteceu.
Os contos são agradáveis e garanto que a sua leitura será um bom entretenimento. Fora o que sugeri acima, o livro apresenta um belo projeto gráfico, como praticamente todas as obras da Galera Record. Recomendo :)
Os contos são agradáveis e garanto que a sua leitura será um bom entretenimento. Fora o que sugeri acima, o livro apresenta um belo projeto gráfico, como praticamente todas as obras da Galera Record. Recomendo :)
Saiba mais sobre o livro no site da editora: clique aqui.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
NOVO LIVRO QUE ORGANIZEI, INTITULADO "PASSADO IMPERFEITO", PELA EDITORA ARGONAUTAS
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| clique sobre a capa |
Organização: Ademir Pascale
Prefácio: Christopher Kastensmidt
Revisão: Daniel Borba
Capa e diagramação: Marcelo Bighetti
Editora: Argonautas
Editores: Cesar Alcázar e Duda Falcão
Autores: Ademir Pascale, Marcelo Bighetti, Luciana Fátima, Tibor Moricz, Estevan Lutz, Christian David, Mariana Albuquerque e Daniel Borba
Lançamento em breve
Sinopse: no livro “Passado Imperfeito”, autores muito imaginativos exploram a questão de grandes figuras da história brasileira em situações fantásticas.
Ademir Pascale, em “Recordações”, descreve as lembranças de um caçador de demônios surpreendente, amarrado numa cadeira e à espera da morte certa nas mãos de um inimigo poderoso.
Em “Os Dois Livros”, Marcelo Bighetti especula como a combinação de dois livros clássicos e um almoço de dois gênios pode inspirar tecnologia capaz de abalar a história.
“Uma Cabeça Para Lampião”, de Luciana Fátima, conta uma história macabra onde sangue segue sangue após um massacre famoso de cangaceiros.
A solução de um mistério histórico é revelada quando um grande explorador enfrenta forças além da sua imaginação no conto “Kalapalos”, de Tibor Moricz.
Em “O Experimento Canudos” de Estevan Lutz, descobrimos o verdadeiro poder atrás da resistência histórica de Antônio Conselheiro.
As ações de um heroi brasileiro tornam-se ainda mais heróicas no conto “Xavier e o Lobisomem”, de Christian David.
Mariana Albuquerque explica como um dos médicos mais famosos do Brasil arrisca até a própria alma em “Encantos de um Homem de Ciência”.
E para completar, um padre voador vive uma aventura mágica no conto “A Passarola”, de Daniel Borba.
Em cada um desses contos, brasileiros famosos enfrentam corajosamente poderes sobrenaturais em realidades alternativas.
Ou será que somos nós que vivemos na realidade alternativa deles?
Ademir Pascale, em “Recordações”, descreve as lembranças de um caçador de demônios surpreendente, amarrado numa cadeira e à espera da morte certa nas mãos de um inimigo poderoso.
Em “Os Dois Livros”, Marcelo Bighetti especula como a combinação de dois livros clássicos e um almoço de dois gênios pode inspirar tecnologia capaz de abalar a história.
“Uma Cabeça Para Lampião”, de Luciana Fátima, conta uma história macabra onde sangue segue sangue após um massacre famoso de cangaceiros.
A solução de um mistério histórico é revelada quando um grande explorador enfrenta forças além da sua imaginação no conto “Kalapalos”, de Tibor Moricz.
Em “O Experimento Canudos” de Estevan Lutz, descobrimos o verdadeiro poder atrás da resistência histórica de Antônio Conselheiro.
As ações de um heroi brasileiro tornam-se ainda mais heróicas no conto “Xavier e o Lobisomem”, de Christian David.
Mariana Albuquerque explica como um dos médicos mais famosos do Brasil arrisca até a própria alma em “Encantos de um Homem de Ciência”.
E para completar, um padre voador vive uma aventura mágica no conto “A Passarola”, de Daniel Borba.
Em cada um desses contos, brasileiros famosos enfrentam corajosamente poderes sobrenaturais em realidades alternativas.
Ou será que somos nós que vivemos na realidade alternativa deles?
Christopher Kastensmidt
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Geração Coca-Cola - Por Ademir Pascale
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| Antigo cartaz da Coca-Cola |
Com mais de 100 anos no mercado, fora criada pelo farmacêutico John Pemberton (1831-1888). A famosa logomarca tem até hoje a caligrafia de Frank Robinson. E para quem não sabe, a Coca-Cola era um produto usado como xarope com água carbonada. Proibida em Portugal até 1974 (coitados dos portugueses), a Coca-Cola em lata chegou ao Brasil apenas em 1981. Naquela época, lembro que esta bebida era mais saborosa e tinha tanto gás, que ao ser colocada num copo, as bolhas saltavam em nosso rosto, coisa que hoje não acontece. Mas ela não é popular no mundo inteiro, como na Escócia, Argentina e países do Oriente Médio e Ásia.
Criadora da imagem moderna do Papai Noel. Usada em letras de músicas, como "Geração Coca-Cola", do Legião Urbana e "Alegria, Alegria", do Caetano Veloso. Colecionada por milhares de pessoas, alguns de seus banners antigos chegam a valer uma pequena fortuna. Confesso que sou viciado neste refrigerante com extrato de noz, cafeína e acidulantes. E já cheguei a afirmar que só escrevo meus contos e livros com um copo de Coca-Cola bem gelada ao meu lado :)
@ademirpascale
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
NOVO BLOG: MUSEU DA LITERATURA FANTÁSTICA NACIONAL
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| Livro nacional da década de 80 |
Bom, por enquanto publiquei menos de 10 postagens no blog, mas já estou com mais de 50 títulos para pesquisar e publicar suas informações e capas. Agora é tentar postar pelo menos 1 por dia :)
Conheça o meu novo blog "Museu da Literatura Fantástica Nacional", acesse: museudaliteraturafantastica.blogspot.com
OBS.: mesmo com este novo blog, continuarei postando aqui no "O Desejo de Lilith" :)
OBS.: mesmo com este novo blog, continuarei postando aqui no "O Desejo de Lilith" :)
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
LIVRO DE MÁGOAS - FLORBELA ESPANCA
No silêncio de cinzas do meu Ser
Agita-se uma sombra de cipreste.
Sombra roubada ao livro que ando a ler,
A esse livro de mágoas que me deste.
Estranho livro aquele que escreveste,
Artista da saudade e do sofrer!
Estranho livro aquele em que puseste
Tudo o que eu sinto, sem poder dizer!
(...)
Florbela Espanca, Livro de Mágoas
(Uma das epígrafes do meu romance "O Desejo de Lilith")
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
CONTO: AMOR LIBERTO - POR ADEMIR PASCALE
OBS.: antes de clicar no botão "Publicar Postagem", o meu micro travou...(rs). Tive que reiniciar tudo, mas por sorte o Blogspot salvou o arquivo como rascunho. Acontecimentos sobrenaturais? Não sei dizer. Mas eis o conto.
Espero que gostem :)
No alto da colina, um homem. O limpo e azulado céu deixava o grande e amarelado astro rei completamente à mostra. O calor dos raios solares acariciava seu corpo com ternura, dando-lhe uma sombra majestosa que duplicava seu real tamanho. O vento abraçava gentilmente seu corpo esguio. Com o semblante sério, a beleza o abandonara desde a infância. Os longos cabelos emaranhados, castanho muito escuro, não se moviam com facilidade, nem pelos gestos mais bruscos de seu mestre, diferente das ágeis pernas finas e resistentes, sustentadas por pés encardidos e calejados. A barba longa e falha estampava o rosto ossudo e desnutrido, presenteando-o com uma aparência madura, ocultando sua real idade.
Seu olhar penetrante pousa sobre o descampado: ovelhas, velhos, cajados, crianças, cães, soldados, lanças, tendas, vida, pedras, areia, lagartos, pés sujos, mulheres, filhos escanchados no quarto, jovens belas, madeira, fogo, carne, carneiro assado, bocas desdentadas, fome, sede, pouca água, calor, suor, colinas, pássaros, céu, Deus.
— Pai, glorificai meus irmãos e perdoai seus atos, que um dia levarão este mundo ao caos. Dai-me força e sabedoria para levar vossa palavra aos duros corações. Fazei-me persistente, ó Senhor dos senhores... — um soluço interrompe o pedido do jovem por alguns segundos, enquanto seus olhos lacrimejam com veemência, deixando um rastro de lágrimas que clareia e ilumina sua triste face. Ele sente a presença de mais alguém no alto da colina, e as lágrimas lhe embaçam a visão. — Quem és, que chega tão silenciosamente como uma serpente?
— Sou Maria Madalena, senhor. Já te esqueceste de mim? — diz a jovem de olhar cerrado e sorriso malicioso.
— Maria Madalena, sim, és tu! — o jovem de nome Jesus se esforça para absorver as lágrimas com o tecido de grosso linho da gola de suas vestes. Em seguida, seu olhar brilha, e a presença da jovem o faz recordar-se da noite anterior — acompanhados das luzes das estrelas, naquela mesma colina, permaneceram lado a lado. Os pensamentos eram muitos: reflexões, lembranças, desejos e dor. Um homem determinado a salvar o mundo poderia ser seduzido por uma mulher? Pensamento que foi esquecido momentaneamente ao sentir o calor da aproximação e a simples carícia da mulher que exalava o perfume do âmbar e outros óleos essenciais aromáticos. Naquela noite, as estrelas presenciaram o amor entre dois jovens; ela deixando o amor fluir, ele lutando para se levantar e dar as costas à companheira. Os demônios se regozijavam e apostavam que o homem se deixaria possuir. Mas até que ponto seria pecado o amor entre dois jovens apaixonados? Poderia aquele terno amor influenciar sua gloriosa batalha?
Jesus abre os olhos, ela ainda está majestosamente à sua frente. Na noite anterior, ele cedera aos desejos carnais. Os demônios ganharam a aposta ao mesmo tempo em que a perderam, pois do fruto daquele amor, uma vida surgiria no ventre de Maria.
— Maria Madalena, durante alguns dias, precisarei ficar a sós com meu pai. Peço-te por gentileza que avises meus irmãos que estarei ausente durante a quarentena que necessito, e, para garantir que não seja interrompido, estarei num local pouco conhecido do deserto.
Após ouvir Jesus, a jovem repentinamente mudou o semblante, perdendo completamente o seu brilho, mas acatou seu pedido, como sempre. À frente dos apóstolos, era a preferida do jovem Messias.
De temperamento forte, mostrava com clareza, como num livro aberto, quem realmente era. Ora alegre, ora triste, era assim constantemente; mas em qualquer estado de espírito em que se encontrasse era a que mais pronunciava palavras, incontáveis e incontroláveis palavras, muitas sábias, outras perdidas, pois difícil era compreendê-la numa conversa que se estendia por mais da metade de um dia. Esconder a alegria do mestre em ter entre os seus fiéis seguidores tamanha riqueza de simplicidade era impossível; o que gerava olhos desconfiados e até mesmo invejosos sobre ela.
O ex-coletor de impostos Mateus, em sua terceira noite sem dormir — com os poucos e longos cabelos que lhe restavam desgrenhados acima da nuca, nariz proeminente, olhos estrábicos, pernas arqueadas, estatura mediana e voz rouquenha –, inflara o peito, abrira os braços como se quisesse abraçar o mundo, olhara para o negro céu e suas incontáveis estrelas e vociferara com desdém, de cima de uma pedra próxima a uma grande fogueira para que todos ao redor o notassem:
— Pode uma mulher “da vida” seguir o mestre sempre à frente de nós, homens? Qual importância têm suas pobres e fracas palavras perante as nossas?
Um homem se levantara em meio à multidão, que ouvia sentada o nervoso pregador. Um balbuciar se fizera presente, enquanto o vento soprava, furioso, a fogueira, erguendo suas chamas, refletindo sua luz amarelada em duas imponentes figuras – de um lado Mateus, do outro, o jovem mestre Jesus que, sem ainda pronunciar palavra alguma e deixando boquiabertos os presentes, atravessara lentamente e de pés nus o fogo e, chegando ao outro lado da fogueira, próximo ao outro homem, declarara:
Sábias são as palavras pronunciadas pela voz do coração. Lembrai, o céu é apenas para os humildes de espírito, e não para aqueles que tentam ser melhores pela beleza pronunciada nas falsas pregações.
O homem apagara-se perante o Messias, enquanto os outros se calavam ao ouvir as poucas e sábias palavras, pois naquela noite Ele preferira o silêncio.
* * *
Na vila, Maria Madalena informa aos seguidores do mestre a sua ausência por quarenta dias e quarenta noites. Alguns não entendem por que o grande Messias se ausentaria; outros apenas ouvem e assentem, pois se esse é o seu desejo, com certeza deve ser acatado.
Do alto da colina, Jesus observa a multidão que se forma em torno de Maria Madalena. Então caminha para o lado oposto à pequena vila, rumo ao deserto. Mas logo no início da jornada encontra um rosto conhecido, muito semelhante ao seu. Era o filho de Simão, Judas Iscariotes. O mestre direciona o rosto gentilmente em sua direção, e recebe como resposta um beijo do Abençoado, apelido que ganhara do próprio Messias ao integrar o grupo dos seus seguidores:
— Aonde vais tão solitário, ó irmão querido? — diz Judas, olhando profundamente nos olhos do mestre.
— Não estou só. Meu Pai me acompanha; não vês? — num rápido e eficiente gesto, Jesus aponta para o deserto, para a colina atrás deles e para o glorioso céu.
Ao longe, duas figuras se entreolham, difícil era saber quem era quem, devido à tamanha semelhança entre ambos. Judas pôs a mão esquerda sobre o ombro de Jesus, que retribuiu com a mão direita no ombro do fiel seguidor. Lembranças foram arrancadas das entranhas da Terra. O mestre entra em transe. Embora acostumado com tal cena, Judas se arrepia. Imagens são arremessadas violentamente na mente de ambos:
Judas: brincadeiras, Torá, fome, amor, sede, desilusão, perseguição, shiv'á, conhecimento, Sheloshim, tempestade de areia, perseverança, Jesus, deserto...
Jesus: Maria, Pedro, centenas de rostos, catástrofe, guerra, mãos entrelaçadas, clamor, oração, lágrimas, sorrisos, morte, vida, Maria Madalena, amor, salvação, guerra, rostos, desespero, morte, vida, mãos entrelaçadas, nascimento, Maria Madalena, perdão, clamor, oração, mãos entrelaçadas, dúvida, deserto...
Ambos abrem os olhos e, aos poucos, vão se acostumando com o clima desértico da região. Jesus ergue um dos cantos do fino lábio. Judas segura com firmeza o ombro do mestre. Ambos partem, mas para lados opostos. Do alto, duas pequenas figuras se distanciam. O jovem Messias caminha lentamente rumo ao nada, enquanto o apóstolo Judas pensa em voltar correndo para acompanhar o mestre, mas obrigações o aguardavam na vila; deveria ir e seguir o seu caminho, assim como Jesus.
Metade do dia se passara. Jesus continuava rumo ao nada. Urubus ao longe o espreitavam. Vez ou outra um lagarto acompanhava seus vigorosos e calmos passos sobre o calor escaldante. Nem água, nem comida. Nada levara como provisão. Vozes surgiam: chamados, gritos e gargalhadas. À medida que caminhava, o som das vozes, gradativamente, se intensificava. Para ouvidos humanos, terrível e ensurdecedor, mas para Ele, indiferente. Seu único temor era a dúvida de não saber qual caminho seguir futuramente: o amor entre uma mulher ou o amor pelo mundo? Uma vida normal ou uma vida que ecoaria por todo o resto da existência humana? Uma semente se desenvolvia no ventre de Maria Madalena, milhões de outras pelo planeta. Ele parou, olhou para o céu e clamou uma resposta do Pai. Nada foi respondido. Mais uma vez fez o pedido, mas nenhum sinal como resposta. Errado. Deus estava em silêncio e essa era a resposta. Ele deveria continuar caminhando, e assim o fez até o cair da noite.
Em posição de xamã, próximo a uma grande pedra, Ele permaneceu. Os olhos se fecharam. Os músculos repousaram. Parecia não respirar, não fosse pelo leve e vagaroso movimento de vaivém do seu abdômen. De início, os pés formigaram, depois não mais os sentiu, assim como as mãos, a nuca e os outros membros do corpo; mas não adormeceu, estava mais acordado que nunca. Os risos e as gargalhadas demoníacas não cessavam, porém algo em meio a este terrível som do inferno lhe chamou a atenção, o murmúrio de lamentação das almas condenadas ao fogo eterno.
— Pai, por que essas pessoas foram condenadas ao fogo eterno? Pode alguém errar e pagar pelo seu erro na eternidade?
Mais uma vez Deus preferiu o silêncio, mas uma estranha entidade surgiu de trás da imensa pedra e, com sua poderosa voz de mil almas, respondeu-lhe a pergunta:
— Para que serve esse teu Deus que não responde às tuas dúvidas?
Jesus abriu os olhos, mas permaneceu imóvel, exceto pelos movimentos dos lábios:
— Às vezes, meu Pai conversa em silêncio, esta é a Sua maneira para conversar com Seus filhos — Jesus pronunciou tais palavras em tom duvidoso e, por mais que tenha tentado esconder sua dúvida, a estranha e ardilosa entidade desconfiou.
— Ele conversa com Seus filhos? Se tu és o Filho de Deus, diz a esta pedra que se transforme em pão.
— Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus — disse Jesus, em tom autoritário.
E assim, o jovem mestre foi tentado das maneiras mais ardilosas e criativas possíveis. A entidade se disfarçara de belas mulheres e até tentou se passar por Maria Madalena, mas o mestre sabia distinguir um humano de um demônio, por melhor que fosse o seu disfarce. Falsos terremotos, fogo e enchentes; nada abalava o homem que permanecia sereno em sua assumida posição. Ele aguardava uma única resposta do Pai, aquela que poderia modificar todo o rumo da história da humanidade: ter filhos e permanecer pelo resto da vida ao lado da mulher que amava, ou entregar-se em benefício da salvação da humanidade? Resposta pela qual já aguardava há vinte dias.
A entidade, agora disfarçada de criança, aproximou-se do jovem Messias e lhe ofereceu um pequeno jarro de água e um suculento pedaço de pão. Jesus recusou, algo que outro homem em suas condições jamais recusaria; mas Ele era forte, determinado e persistente. Furiosa com a recusa do Messias, a entidade mostrou sua verdadeira fisionomia: alto, forte e possuidor de cabeça e patas de bode. Seu pelo liso e negro refletia a luz do Sol, tentando cegar o jovem a sua frente. Jesus continua inatacável. Então, com a fúria de um leão, a entidade urrou de tal maneira que o duro e seco chão estremeceu, fazendo Jesus levantar-se da posição de xamã. Eles se entreolharam por longos minutos, até que o demônio o transportou — levando-o a um alto monte, onde mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o SENHOR teu Deus, e só a Ele servirás. E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo. Completando os 40 dias de exílio, Jesus recebeu a tão aguardada resposta, algo que ainda não poderá revelar, nem mesmo a Maria Madalena.
Então voltou Jesus para a Galileia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor. Agora ele sabia qual caminho deveria seguir...
* * *
Onze anos depois:
Jesus pregou em dezenas de vilas, curou enfermos, salvou centenas de almas e fez muitos amigos, mas o lado oposto se fazia presente e os demônios o espreitavam constantemente, procurando sempre corrompê-lo; algo que jamais aconteceu.
Com o mesmo semblante sério da juventude, a aparência agora revelava sua realidade. Os olhos não apresentavam emoção alguma, mas transbordavam sabedoria. Sempre acompanhado de seus fiéis apóstolos e outros seguidores, agora se fazia presente — além da mulher que lhe acompanhou por mais de uma década – uma criança de onze anos. Os apóstolos estavam bem instruídos, e os seguidores cuidariam da multiplicação dos seus ensinamentos para todas as cidades do mundo. Mas a mulher e o garoto que o acompanhavam faziam questão de sua presença carnal. Apesar do caminho já traçado havia onze anos, a dor ainda se fazia presente e aumentava sempre que olhava nos olhos da fiel mulher que lhe trouxe tanta alegria. Mas o dia estava próximo, precisava apressar-se; então, em uma reunião com os apóstolos, selecionou Pedro, João e seu irmão Tiago para orar no monte onde tantas vezes estiveram presentes.
Lá, numa forte corrente e de mãos entrelaçadas, Jesus orou e alertou para a aproximação de sua morte e futura ressurreição. Olhos lacrimejaram e soluços calaram o mestre, que abraçou os amigos, calorosamente. No céu, um estranho objeto oval e resplandecente cobriu o Sol, e dele foi emitida, como um trovão, uma voz que disse:
— Este é o meu Filho amado, de quem me comprazo, a ele ouvi. Ao ouvirem tais palavras, os demônios que espreitavam Jesus desapareceram numa fumaça de enxofre. Agora ele poderia descer o monte e esperar pelo momento em que Judas Iscariotes, O Abençoado, cumprisse o seu papel; fato que se concretizou três dias depois.
Última Ceia, bebei todos; este é o meu sangue, noite, jardim de Getsêmani, oração, Pedro, Tiago, João, sacerdotes, Judas, jardim, beijo, face, prisão, seguidores, resistência, fuga, corte Judaica, ameaça, destruição, templo, Filho de Deus, rei dos judeus, Pôncio Pilatos, Herodes, Antipas, Barrabás, multidão, condenação, crucificação — trajado de grosso manto rubro, puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos.
O líquido da vida escorria em sua face, enquanto soldados romanos espancavam-no e cuspiam palavras como os senhores do inferno. Puseram-no de pé. As pernas vigorosas da juventude desta vez fraquejaram. A dor que suportara por quarenta dias e quarenta noites no deserto, hoje se dissipara. Os olhos apresentavam tristeza, enquanto a face desfigurada esforçava-se em revelar quem Ele realmente era. Gólgota, local das crucificações, era o seu destino. Levar a pesada cruz por tortuosas ruas era a sua missão. Ele caminhava lentamente, arrastando seu pesado instrumento de suplício, enquanto os pés, o ombro e o resto do seu corpo liberavam o líquido que lhe mudara o tom da pele morena, queimada pelo escaldante sol do deserto. Todos nas ruas O acompanhavam: inimigos, seguidores, apóstolos, sua mãe e sua companheira Maria Madalena, agora acompanhada do jovem Emanuel, fruto do seu amor. Os dentes cerrados deixavam as veias da sua face completamente à mostra. O ombro em que apoiava a pesada madeira mortuária adormecera por completo. As mãos tremiam e o coração acelerava o fluxo do sangue em suas veias, fazendo-o sentir um calor que jamais sentira antes, nem quando recebera as primeiras carícias de Maria Madalena, nem quando caminhara incessantemente por um dia no deserto. O caminho era longo e doloroso; mais doloroso ainda era ver os olhos dos mais próximos acompanhando-o, passo a passo. Por que o Pai, mestre dos mestres, senhor dos senhores, não deixara o caminho menos doloroso? — pensamentos que surgiam com dificuldade, quando Gólgota se aproximava. Ali foi pregado eficientemente pelos pulsos, que sustentaram o peso do fraco corpo.
Jesus esforça-se em erguer os olhos para o céu ou para a multidão, mas nenhum sinal. Uma lágrima escorre despercebida da multidão por Sua face. Pela primeira vez, sente o abandono do Pai. A respiração fica cada vez mais difícil. Ele olha mais uma vez para a mulher e para o filho, em prantos, em meio a uma mescla de risos, choros, orações e lamentações. A visão das cores negra, cinza e branca das vestes da fúnebre plateia se torna turva. Os olhos semicerrados perdem o brilho. O forçado vaivém do abdômen cessa. Olhos petrificam-se ao ver que uma fumaça rosada sai da boca inerte do falecido Messias. O vento agilmente cuida da distribuição dessa fumaça com aroma adocicado e diferente. Olhos se entreolham. As batidas dos corações se intensificam. Os perversos soldados se arrependem dos anos de matanças e sofrimentos. Na vida deles, jamais fora sentido um amor tão intenso pelo próximo. Estranhos sons, semelhantes aos das tradicionais trombetas, ecoam em todos os cantos do planeta. A rotação da Terra cessa e o mundo para por segundos.
O amor está liberto, agora basta esperar pela multiplicação dos ensinamentos do mestre, a ser feita pelos seus apóstolos e fiéis seguidores pelos próximos séculos.
* * *
Trinta e quatro anos antes:
Uma jovem de dezesseis anos entra em uma gruta para descansar e se refrescar do intenso calor. O lugar está deserto, exceto pelos morcegos aglomerados num canto escuro do teto. A moça canta uma música da sua recente infância, criando um eco prazeroso, o que faz estampar a alegria em seu rosto. A diversão dura poucos minutos, até que uma intensa luz em tom esbranquiçado surge na entrada da gruta. A jovem Maria, descendente do rei David, filha de Joaquim e Ana, fica paralisada, pois nunca vira nada semelhante em seus poucos anos de vida. A luz caminha lentamente em sua direção, e, aos poucos, um rosto de aparência dócil vai surgindo, assim como mãos que carregam uma caixa de madeira. O homem de cabelos negros e curtos, pele clara e vestes estranhas se aproxima de Maria, que não apresenta outra reação a não ser espanto e admiração pela cena surreal. Ela ergue os finos e delicados dedos e toca o rosto do homem, e o calor que sua pele emite a faz acreditar que aquilo é concretamente real. Ele não é um anjo, pois não possui asas, mas deve ser de algum lugar distante, pois não conheço ninguém que se vista desta maneira aqui pelas redondezas... — pensa Maria.
Ele ergue os braços e lhe mostra uma caixa de madeira escura repleta de belos e terríveis ornamentos; em seguida, gentilmente a abre, e o ranger de suas dobradiças indica que não era aberta há muitos anos. Dentro, outras sete caixas também ornadas. Uma delas apresenta a figura terrível de um demônio alado e outras dezenas de pequenas figuras que se assemelham a almas condenadas ao fogo eterno, devido à monstruosidade em suas feições de dor e sofrimento. A seguinte mostra imagens de insetos, e outras, alguns manuscritos indecifráveis. Mas uma delas, a última, do lado esquerdo, traz duas figuras harmoniosas: um homem e uma mulher com as mãos entrelaçadas, o que momentaneamente desperta a jovem, fazendo com que ela retire a caixa cuidadosamente de junto das demais. O homem sorri com a escolha de Maria, fecha a grande caixa, olha para as mãos da jovem e faz sinal de aprovação num simples gesto com a cabeça.
Os delicados e longos dedos da moça abrem a pequena caixa e, para sua surpresa, nada sólido contém, a não ser uma fumaça em tom rosado, que paira sobre seu ventre e que, aos poucos, penetra em seu frágil corpo. Ela tem uma estranha sensação. Seu coração parece explodir de alegria, pois nunca sentira tanto amor em sua curta história de vida. O homem dá meia-volta, caminha satisfeito até a entrada da gruta e depois adentra uma espécie de carruagem oval que desce do céu. Um som ensurdecedor, seguido da poeira que levanta do chão, faz com que as centenas de morcegos entrem em alvoroço. Maria nada mais vê. O silêncio, assim como a poeira, paira lentamente. Ela coloca a pequena caixa no chão, põe as mãos sobre o ventre e o acaricia, mas jamais poderia prever o que aconteceria nove meses depois, nem que ela faria parte da história da humanidade e que seu nome seria conhecido e repetido por milênios nos quatro cantos do mundo.
Ademir Pascale
Twitter: @ademirpascale.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
ABERTURA DAS INSCRIÇÕES PARA AS TRÊS ANTOLOGIAS DO SELO SPARTACUS
THE RAVEN - EDGAR ALLAN POE
Estou contando os dias para assistir "The Haven", tendo como protagonista o grande Edgar Allan Poe, interpretado pelo ator John Cusack. O filme é dirigido por James McTeigue (V de Vingança e Matrix) e tem estreia prevista para março de 2012.
O filme, apesar de ter o mesmo título de um dos contos mais importantes do autor, segue outra história, onde Poe persegue um serial killer que usa como inspiração os seus contos góticos para cometer assassinatos.
Sou fã do Edgar Allan Poe, da sua história e de todo o seu trabalho. Ele foi e ainda é o principal influenciador do meu trabalho na literatura. Publiquei em 2009, juntamente do escritor Maurício Montenegro, o livro comemorativo "Poe 200 Anos: Contos Inspirados em Edgar Allan Poe" (migre.me/7kG8Z). Neste livro, além de participar na organização, participo também com o conto "Louco, eu?", resenhado recentemente no livro "Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2010" (Devir), editado por Cesar Silva e Marcello Simão Branco (migre.me/7kGhJ). Posso dizer também que foi inspirado no Poe que escrevi o meu primeiro romance "O Desejo de Lilith" (Draco, 2010).
Sou fã do Edgar Allan Poe, da sua história e de todo o seu trabalho. Ele foi e ainda é o principal influenciador do meu trabalho na literatura. Publiquei em 2009, juntamente do escritor Maurício Montenegro, o livro comemorativo "Poe 200 Anos: Contos Inspirados em Edgar Allan Poe" (migre.me/7kG8Z). Neste livro, além de participar na organização, participo também com o conto "Louco, eu?", resenhado recentemente no livro "Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2010" (Devir), editado por Cesar Silva e Marcello Simão Branco (migre.me/7kGhJ). Posso dizer também que foi inspirado no Poe que escrevi o meu primeiro romance "O Desejo de Lilith" (Draco, 2010).
A morte de Poe é uma incógnita. Ele foi encontrado na sarjeta no dia 03 de outubro de 1849, usando roupas que não eram suas e em completo estado de embriaguez. Faleceu no dia 07 de outubro 1849, com apenas 40 anos de idade. Uma pena, pois nem imagino a quantidade de textos que este escritor produziria se vivesse até os 60 ou 70 anos.Como nerd e colecionador, estou louco para ganhar de presente esta miniatura do Poe que está na loja Moonshadows: migre.me/7kGwj. Eu poderia comprar. Mas é muito mais divertido e prazeroso ganhar...(rsrs).
@ademirpascale
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
ANTOLOGIAS DO SELO SPARTACUS
"OESTE VERMELHO" É ESPECIAL
Faz alguns dias que recebi algumas HQs da Devir Livraria. Entre elas, deixei para ler por último “Oeste Vermelho”, dos irmãos Magno Costa e Marcelo Costa. O material é de excelente qualidade, e as ilustrações idem, aliás, fogem do clichê. E na quarta capa, gostei logo das expressões malvadas dos gatos, mas a sinopse não apresentava nada diferente, então achei que ficaria no marasmo. Mas quando comecei a ler, pelo menos até a página 12, ainda estava com a impressão que seria uma histórinha clichê. Mero engano. Na página 13 o negócio começou a esquentar, além de que aos poucos foi me cativando. Uma história adulta e até violenta, mas nada que realmente não acontecesse naquela época. Os gatos, os vilões da história, são extremamente cruéis. Os ratos apresentam traços humanos; cheios de preocupações, medos e incertezas. As últimas 13 páginas contam com storyboards de Magno Costa e ilustrações dos personagens do “Oeste Vermelho” na visão de outros ilustradores (muito show), como Marcio Moreno, Mozart Fernandes, Thiago Goms e Tiago Elcerdo, além de uma ilustração do próprio Magno. Adoro HQs com extras. Isso enriquece muito qualquer trabalho.
“Oeste Vermelho” é especial, é brasileiro, e feito por dois irmãos muito talentosos. Quero ver logo outros de seus trabalhos publicados.
“Oeste Vermelho” é especial, é brasileiro, e feito por dois irmãos muito talentosos. Quero ver logo outros de seus trabalhos publicados.
Sobre a história: pense em uma típica cidade pequena do Velho Oeste americano povoada por fazendeiros e ameaçada por bandidos assassinos. Seria uma história comum, se não fosse a ambientação do mundo dos desenhos animados de gatos e ratos. Oeste Vermelho é inspirado nos filmes de Sergio Leone e John Ford, estrelados pelos astros Clint Eastwood e John Wayne.Esta é uma jornada de perdas, redenção e, mais do que tudo, vingança.
Título: Oeste Vermelho
História e Arte: Magno Costa e Marcelo Costa
Editora: Devir
Acabamento: Brochura com laminação fosca, reserva de verniz e orelhas
Miolo: 88 páginas coloridas em papel couchê
@ademirpascale
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
LIVROS DA COLEÇÃO FANTÁSTICA COM SUPER DESCONTOS. AUTOGRAFADOS E COM FRETE GRÁTIS. ATÉ O DIA 10/01/12

Livros da Coleção Fantástica à partir de R$ 10,00, autografados e com frete grátis. Imperdível. Aproveite, pois é por tempo limitado. Acesse: www.cranik.com/fantastica/promo.html
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
RESULTADO DO SORTEIO DO LIVRO ENCRUZILHADA AUTOGRAFADO
Resultado do sorteio do livro "Encruzilhada" autografado + Brindes: http://beta.sorteie.me/r/f6a (ganhadora: @annagfb)
Link da promoção: http://kingo.to/UT0
Parabéns, Anna. Acabei de entrar em contato com você pelo Twitter :)
Abração.
@ademirpascale
Link da promoção: http://kingo.to/UT0
Parabéns, Anna. Acabei de entrar em contato com você pelo Twitter :)
Abração.
@ademirpascale
UNIVERSO ROBÔ - INTELIGÊNCIAS ARTIFICIAIS
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| clique sobre a imagem para ampliar |
Garanto que com esta excelente equipe, teremos ótimas surpresas em 2012.
E segundo palavras do Daniel Borba:
"A princípio, teremos três coletâneas lançadas com o selo Spartacus. A primeira delas, Universo Zumbi, já foi anunciada semana passada e será organizada pelo escritor Ademir Pascale, que aliás é o mentor da ideia toda.
A segunda coletânea tem esta capa maravilhosa que vocês estão vendo acima e será organizada por mim e Ademir Pascale. Será uma coletânea totalmente dedicada a robôs. Uma pequena homenagem que escolhi fazer ao escritor que me trouxe para a ficção científica, Isaac Asimov.
A palavra “robô” tem origem na palavra checa Robota, que significa “trabalho forçado”. Foi usada pela primeira vez numa peça de teatro, R.U.R., escrita por Karel Capek e apresentada pela primeira vez em 1921. Na peça, havia um autômato que era capaz de realizar qualquer tarefa no lugar de um humano. O termo ficou mais popular com Isaac Asimov, que definiu as Leis da Robótica e escreveu diversas histórias num universo onde os robôs sempre desempenharam importantes funções."
A segunda coletânea tem esta capa maravilhosa que vocês estão vendo acima e será organizada por mim e Ademir Pascale. Será uma coletânea totalmente dedicada a robôs. Uma pequena homenagem que escolhi fazer ao escritor que me trouxe para a ficção científica, Isaac Asimov.
A palavra “robô” tem origem na palavra checa Robota, que significa “trabalho forçado”. Foi usada pela primeira vez numa peça de teatro, R.U.R., escrita por Karel Capek e apresentada pela primeira vez em 1921. Na peça, havia um autômato que era capaz de realizar qualquer tarefa no lugar de um humano. O termo ficou mais popular com Isaac Asimov, que definiu as Leis da Robótica e escreveu diversas histórias num universo onde os robôs sempre desempenharam importantes funções."
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