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Um forte abraço,
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No mundo da sétima arte, quando procuro informações verossímeis sobre determinados assuntos, busco pelos documentários. A mesma coisa acontece no mundo da literatura, as enciclopédias ou outras obras não ficcionais são a melhor pedida. Mas afinal, o que é ficção? Ficção é um universo imaginado e tanto faz se o seu criador faz a Terra quadrada ou o universo finito. Oras, mas a Terra não é quadrada e até o momento ninguém provou se o universo tem um fim. Mas tanto faz, o autor é o criador do seu universo e tem a capacidade de criar mundos, situações e objetos inexistentes. Talvez no mundo da arte, como nas obras de Salvador Dalí, esta realidade ficcional seja mais aceita, mesmo assim ele foi considerado como um louco por muitos críticos, mas estes que fizeram tal consideração não entenderam que ele projetava o seu mundo ficcional na arte e era um surrealista que ia com total razão contra o racionalismo. Entender o irreal em uma obra é compreender a grande capacidade imaginativa do ser humano, é respeitar o espaço imaginativo do próximo. Ir contra a lógica dos padrões caracteriza o nonsense, mas o que seria dos grandes inventores se vivessem apenas de estereótipos já preestabelecidos pelo homem? Algo mais pesado que o ar poderia voar? Existiria a energia elétrica, o telefone ou mesmo a internet? Em uma obra, tudo depende do que realmente o autor quer passar para o receptor, seja entretenimento ou informações que vão enriquecer o que ele apenas conhece ou pouco conhece. O papel da maioria dos críticos em qualquer modalidade que seja, é viver nas amarras do racionalismo limitado e defender estereótipos preconcebidos, impressões sólidas sobre o que a cultura de massa já conhece e, algumas vezes, preconceituosos com o diferente, neste caso, as ideias imaginativas de criação do autor. Pensadores como Charles Darwin (1809-1882), famoso cientista que estudava tópicos controversos, era duramente criticado pela sua teoria da seleção natural, algo completamente normal nos dias atuais, isso porque, com o passar das décadas, se tornou um estereótipo decorrente a sua repercussão. Neste caso, Charles ia contra a teoria da evolução preestabelecida de sua época, lutando pela sua própria teoria.
Atendendo aos pedidos insistentes do meu protagonista Rafael Monte Cerquillo (O Desejo de Lilith), posto aqui o clipe Fear Of the Dark, do Iron Maiden. Satisfeito?
Os dedos ossudos levantaram o colarinho da jaqueta de couro, depois arranharam freneticamente a empoeirada guitarra, enquanto duas cavidades ósseas vislumbravam a Lua Cheia. Mefisto pulava de túmulo em túmulo, remexia os ossos do corpo e apontava, quando não caía, o indicador para o vazio e os antigos retratos ovais das lápides. Os companheiros saiam de suas tumbas: o velho Bob na bateria improvisada;Ted no contrabaixo e Ana e Cínthia no coral. O pior sempre sobrava para Pedro, o coveiro. No dia seguinte era aquela bagunça: velas espalhadas, frango de despacho sem as penas, vasos quebrados e estátuas sem os braços. Mas desta vez o zelador do cemitério encontrou algo que o fez sorrir, excelente souvenir, o dedo indicador de um antigo arruaceiro.