A capa ao lado (acabei de digitalizar) é do livro italiano ilustrado do Pinocchio, do ano de 1928, de Carlo Collodi, com ilustrações de Attilio Mussino. Meu avô Andrea (André) Pascale veio lendo exatamente este livro em sua viagem da Itália para o Brasil. Guardo este exemplar sempre com muito carinho, pois certamente ele carrega muitas boas lembranças. Já vasculhei toda a internet e a única edição mais próxima que encontrei foi a do ano de 1933. A minha é cinco anos mais antiga. Veja a edição de 1933 à venda no Ebay, clique aqui. (o meu exemplar eu não vendo, pois não tem preço :)). OBS.: o primeiro título das aventuras de Pinocchio foi Storia di un burattino (História de um boneco). @ademirpascalesegunda-feira, 14 de novembro de 2011
PINOCCHIO - 1928
A capa ao lado (acabei de digitalizar) é do livro italiano ilustrado do Pinocchio, do ano de 1928, de Carlo Collodi, com ilustrações de Attilio Mussino. Meu avô Andrea (André) Pascale veio lendo exatamente este livro em sua viagem da Itália para o Brasil. Guardo este exemplar sempre com muito carinho, pois certamente ele carrega muitas boas lembranças. Já vasculhei toda a internet e a única edição mais próxima que encontrei foi a do ano de 1933. A minha é cinco anos mais antiga. Veja a edição de 1933 à venda no Ebay, clique aqui. (o meu exemplar eu não vendo, pois não tem preço :)). OBS.: o primeiro título das aventuras de Pinocchio foi Storia di un burattino (História de um boneco). @ademirpascalequinta-feira, 10 de novembro de 2011
11/11/11 - SEXTA-FEIRA
Amanhã será 11/11/11. Somando cada dezena teremos o nº 33 que x 2 será 66. Somando cada unidade teremos o n º 6. Juntando tudo teremos 666. Detalhe: amanhã será sexta-feira. Mero acaso ou cálculos de minha mente doentia?...(rs)
@ademirpascale
NOVA SÉRIE DE HORROR DA FOX: AMERICAN HORROR STORY
A Fox apresentou neste mês de outubro o primeiro capítulo da série de horror "American Horror Story", que é um prato cheio para quem curte histórias de horror e suspense. Eu poderia até classificar a série como uma homenagem ao clássico "Além da Imaginação" (1959) que além de horror, trabalhava também com a ficção científica, diferenciando neste item, além de que tudo indica que todos os capítulos da séria serão centrados na família Harmon.
Sinopse: American Horror Story, co-criado pelos antigos produtores executivos de Nip/Tuck e atuais co-criadores/produtores executivos de Glee, Ryan Murphy e Brad Falchuck, gira em torno dos Harmon, uma família que se muda de Boston para Los Angeles, para esquecer o seu passado.
O elenco de estrelas conta com Dylan McDermott como Ben Harmon, um psiquiatra; Connie Britton como Vivien Harmon, esposa de Ben; Taissa Farmiga como Violet, a filha adolescente de Harmon; Jessica Lange no seu primeiro papel protagônico na TV como Constance, a vizinha dos Harmon; Evan Peters como Tate Langdom, um dos pacientes de Ben; e Denis O’Hare como Larry Harvey.
Acesse o site oficial da série, clique aqui.
@ademirpascale
sábado, 5 de novembro de 2011
EVELINE - JAMES JOYCE (1882-1941)
Existem alguns contos que são os melhores entre os melhores. Posso listar alguns dos quais li centenas de vezes, talvez uns seis ou sete contos. Entre eles está "Bliss", da escritora Katherine Mansfield. História do Parente Pobre, de Charles Dickens. A queda da casa de Usher, de Edgar Allan Poe. E "Eveline, de James Joyce. Eis o conto:
EVELINE
Ela sentou-se à janela para ver a noite invadir a avenida. Encostou a cabeça na cortina e o odor de cretone empoeirado encheu-lhe as narinas. Sentia-se cansada.
Poucas pessoas por ali passavam. O sujeito que morava no fim da rua passou a caminho de casa; ela ouviu seus passos estalando na calçada de concreto e em seguida rangendo sobre o caminho coberto com cascalho em frente às casas vermelhas. Tempos atrás havia ali um terreno baldio onde eles brincavam toda noite com os filhos dos vizinhos. Mais tarde um indivíduo de Belfast comprara o terreno e construíra casas — mas não eram casas pequenas e escuras como aquelas em que eles moravam; eram casas vistosas de tijolo e com telhados luzidios. As crianças que moravam na avenida costumavam reunir-se para brincar naquele terreno — crianças das famílias Devine, Water, Dunns, o pequeno Keogh, que era manco, ela e seus irmãos e irmãs. Ernest, no entanto, nunca brincava: já estava crescido. O pai dela muitas vezes enxotava-os do terreno com sua bengala de madeira preta; mas geralmente o pequeno Keogh montava guarda e dava o alarme quando avistava o homem se aproximando. Apesar de tudo consideravam-se bastante felizes naquela época. Seu pai ainda não estava tão mal e, além disso, a mãe ainda estava viva. Isso tudo acontecera há muito tempo; ela, seus irmãos e irmãs tinham crescido; a mãe estava morta. Tizzie Dunn também morrera e a família Water havia retornado à Inglaterra. Tudo se modifica. Agora era a vez dela ir embora, como os outros, ia sair de casa.
Casa! Correu os olhos pela sala, revendo todos os objetos conhecidos, por ela espanados uma vez por semana há tantos anos, e perguntou-se de onde vinha tanta poeira. Talvez jamais voltasse a ver aqueles objetos conhecidos dos quais jamais imaginou separar-se um dia. Contudo, durante todos aqueles anos ela nunca viera a saber o nome do padre cuja fotografia amarelada se encontrava pendurada na parede acima da pianola quebrada, ao lado da gravura em louvor à beata Margarida Maria Alacoque. O padre fora colega de escola do pai dela. Sempre que mostrava a foto a uma visita ele repetia mecanicamente a mesma frase:
— Ele está em Melbourne agora.
Concordado em partir, em deixar a própria casa. Teria sido uma decisão sensata? Tentou analisar cada lado da questão. Em casa ao menos tinha um teto e comida; vivia entre pessoas que conhecia desde criança. É bem verdade que o trabalho era pesado, tanto em casa quanto no emprego. O que diriam na loja quando descobrissem que ela fugira de casa com um sujeito qualquer? Que era uma idiota, talvez; e sua vaga seria preenchida através de um anúncio no jornal. Miss Gavan ficaria bem satisfeita. Sempre implicara com ela, especialmente quando havia gente em volta.
— Miss Hill, não está vendo estas senhoras esperando?
— Mexa-se, Miss Hill, por favor!
Ela não derramaria muitas lágrimas por deixar a loja.
Em seu novo lar, num país distante e desconhecido, tudo seria diferente. Estaria casada — ela, Eveline. As pessoas a tratariam com respeito. Não seria tratada como a mãe o fora. Mesmo agora, que estava com mais de dezenove anos, sentia-se às vezes ameaçada pela violência do pai. Sabia que tinha sido isso a causa daquelas palpitações. Quando eram crianças ele nunca havia batido nela, conforme batia em Harry e em Ernest, porque ela era menina; mas ultimamente passara a ameaçá-la e a dizer o que faria com ela não fosse a lembrança da mãe falecida. E agora não havia mais ninguém para protegê-la. Ernest estava morto e Harry, que trabalhava com decoração de igrejas, estava quase sempre ausente, viajando pelo sul do país. Além do mais, o inevitável bate-boca sobre dinheiro todo sábado à noite começava a deixá-la exausta, mais do que qualquer outra coisa. Ela sempre entregava o salário inteiro — sete shillings — e Harry sempre enviava o que podia mas o problema era conseguir arrancar dinheiro do pai. Ele dizia que ela desperdiçava dinheiro, que não tinha juízo, que não lhe daria o seu dinheiro suado para ser jogado fora, e dizia muito mais, pois geralmente ficava em péssimo estado nas noites de sábado. Contudo, acabava dando-lhe o dinheiro e perguntava-lhe se ia ou não comprar as provisões para o jantar de domingo. Então ela era obrigada a sair correndo para o mercado, segurando firme a bolsa preta de couro enquanto abria caminho na multidão com os cotovelos, e voltava para casa tarde, carregada de pacotes. Trabalhava pesado para manter a casa em ordem e garantir às duas crianças que haviam ficado sob os seus cuidados a oportunidade de freqüentar a escola devidamente alimentadas. O trabalho era pesado — uma vida difícil — mas agora que estava prestes a deixar tudo para trás não considerava a vida que levava de todo indesejável.
Estava prestes a começar a explorar uma outra vida ao lado de Frank. Frank era um homem bom, viril, amoroso. Concordara em fugir com ele na barca noturna para tornar-se sua esposa e viver ao seu lado em Buenos Aires, onde ele possuía uma casa à espera dela. Com que nitidez se recordava da primeira vez em que o vira! Ele alugava um quarto numa casa na rua principal, que ela costumava freqüentar. Tudo parecia ter acontecido há apenas algumas semanas: ele parado no portão, com o boné no cocuruto da cabeça e o cabelo despenteado caído sobre a testa bronzeada. Então começaram a se conhecer melhor. Ele costumava esperá-la todas as noites à porta da loja para acompanhá-la até em casa. Levou-a para assistir The bohemian girl e ela ficou radiante por sentar-se ao lado dele num setor do teatro onde não costumava ficar. Ele adorava música e tinha uma voz razoável. As pessoas notavam que os dois estavam namorando e, sempre que ele cantava a canção sobre a jovem que amava o marinheiro, ela sentia um agradável acanhamento. Ele gostava de chamá-la de Poppens, carinhosamente. A princípio a idéia de ter um namorado não passara de uma empolgação, mas logo começou a gostar dele de verdade. Frank contara-lhe histórias de países distantes. Começara a vida como taifeiro ganhando uma libra por mês a bordo de um navio da Allan Line com destino ao Canadá. Disse-lhe também os nomes de todos os navios em que viajara bem como de diversas companhias de navegação. Velejara pelo estreito de Magalhães e contara-lhe histórias a respeito dos terríveis habitantes da Patagônia. Estabelecera-se em Buenos Aires, dizia ele, e voltara à velha terra natal apenas para passar férias. O pai dela, obviamente, descobrira o namoro e a proibira de sequer dirigir-lhe a palavra.
— Conheço bem esses marinheiros — ele dizia.
Um dia o pai discutira com Frank e a partir de então ela fora obrigada a encontrar-se com o namorado às escondidas.
A noite aprofundava-se na avenida. O reflexo branco de duas cartas que tinha ao colo se tornava indistinto. Uma era para Harry; a outra, para o pai. Ernest era seu irmão preferido mas também gostava de Harry. O pai estava ficando velho, dava para notar; sentiria a falta dela. Às vezes, ele sabia ser agradável. Há pouco tempo, quando ficara acamada um dia inteiro, ele lera para ela um conto de terror e preparara-lhe umas torradas. Em outra ocasião, quando a mãe ainda estava viva, fizeram juntos um piquenique em Hill of Howth. Lembrava-se do pai colocando o chapéu da mulher para divertir as crianças.
Estava chegando a hora mas ela continuava sentada à janela, com a cabeça encostada na cortina, aspirando o cheiro de cretone empoeirado. Lá embaixo na avenida ouvia um realejo tocando. Conhecia a canção. Estranho que o realejo surgisse ali naquela noite, como que para lembrá-la da promessa que fizera à mãe, de preservar o lar unido enquanto pudesse. Lembrou-se da noite em que a mãe morrera; era como se estivesse novamente no quarto fechado e escuro do outro lado do hall e lá fora ouvisse a melancólica canção italiana. Na ocasião, deram seis pence ao tocador de realejo e pediram-lhe que fosse embora. Lembrou-se do pai voltando ao quarto da enferma com um andar emproado, exclamando:
— Italianos desgraçados! O que eles querem aqui?
Enquanto divagava, a visão deplorável da vida que a mãe levara tocou-a no fundo da alma — uma vida de sacrifícios banais culminando em loucura. Estremeceu quando voltou a ouvir a voz da mãe repetindo com uma desvairada insistência:
—Derevaun Seraun! Derevaun Seraun!
Levantou-se num sobressalto de pavor. Fugir! Precisava fugir! Frank a salvaria. Daria uma vida a ela, talvez, quem sabe, até amor. E ela queria viver. Por que haveria de ser infeliz? Tinha direito à felicidade. Frank a tomaria nos braços, a abraçaria. Ele a salvaria.
. . . . . . . . . . . . . . . .
Lá estava ela no meio da multidão ondulante na estação de embarque de North Wall. Ele segurava-lhe a mão e ela sabia que estava se dirigindo a ela, repetindo alguma coisa a respeito das passagens. A estação estava repleta de soldados carregando malas marrons. Através dos largos portões do embarcadouro ela podia ver o vulto negro do navio, atracado ao longo do cais com as vigias iluminadas. Ela nada respondia. Sentia o rosto pálido e frio e, num labirinto de aflição, rezou pedindo a Deus que lhe guiasse, que lhe apontasse o caminho. O navio lançou dentro da névoa um silvo longo e triste. Se partisse, amanhã estaria no mar ao lado de Frank, navegando em direção a Buenos Aires. As passagens dos dois já estavam compradas. Seria possível voltar atrás depois de tudo o que ele fizera por ela? A aflição que sentia lhe provocava náuseas e ela continuava a mover os lábios rezando fervorosamente em silêncio.
Um sino repicou em seu coração. Deu-se conta de que ele lhe agarrara a mão:
— Vem!
Todos os mares do mundo agitavam-se dentro de seu coração. Ele a estava levando para esses mares: ele a afogaria. Agarrou-se com as duas mãos às grades de ferro.
— Vem!
Não! Não! Não! Era impossível. Suas mãos agarraram-se ao ferro em desespero. No meio dos mares ela deu um grito de angústia!
— Eveline! Evvy!
Ele correu para o outro lado do cordão de isolamento e a chamou, para que o seguisse. Gritaram para que fosse em frente, mas ele continuava a chamá-la. Ela o encarava com o rosto pálido, passivo, como um animal indefeso. Seus olhos não demonstravam qualquer sinal de amor, saudade, ou gratidão.
JOYCE, James. Dublinenses. São Paulo: Siliciano, 1993. 2ª ed. Tradução de José Roberto O’Shea
GRACILIANO RAMOS
"Queria endurecer o coração, eliminar o passado, fazer com ele o que faço quando emendo um período — riscar, engrossar os riscos e transformá-los em borrões, suprimir todas as letras, não deixar vestígio de ideias obliteradas."
"Nunca presto atenção as coisas, não sei para que diabo quero olhos. Trancado num quarto, sapecando as pestanas em cima de um livro, como sou vaidoso, como sou besta! Idiota. Podia estar ali a distrair-me com a fita. Depois, finda a projeção, instruir-me vedos as caras. Sou uma besta. Quando a realidade me entra pelos olhos, o meu pequeno mundo desaba."
Graciliano Ramos
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
ZUMBIS - TERRIR Volume 1
Fui convidado recentemente pelo editor Marcelo Amado, juntamente do escritor Gerson Balione, para participar do primeiro volume da coleção Terrir da Editora Estronho, intitulado "Zumbis". Gostei do convite, principalmente por apresentar uma proposta diferente (veja ao lado, a capa não é simpática?).
E nas palavras dos editores da Estronho:
"A Série Terrir tem como proposta misturar elementos fantásticos e personagens clássicos, com muito humor e clichês a dar com o pau... Isso mesmo! Clichês serão muito bem-vindos nos contos e quadrinhos que serão selecionados para esta série. Você poderá participar com um conto, com quadrinhos ou ainda com os dois. Cada volume tem seu tema específico.
Tem uma ideia legal e não sabe desenhar nem boneco palito? Forme uma dupla com algum ilustrador e deixe seu lado cômico fluir, mesmo que seja extremamente ridículo, bobo e claro... super clichê.
Os dois primeiros volumes, "Zumbis" e "Assassinos" já estão com as inscrições abertas. Leia atentamente o regulamento e participe!
Organização de Celly Borges e M. D. AmadoIlustrações das capas, por Anton Brand."
PARTICIPE. SAIBA MAIS, clique aqui.
@ademirpascale
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
RESULTADO DO SORTEIO DOS TRÊS EXEMPLARES "12 DE SETEMBRO"
E os três ganhadores do álbum "12 de Setembro - A América Depois", realizado aqui e sorteado entre os participantes no site Sorteie.me, foram:
@blog_do_livro
@catataz
@gibadois
Confira no link: http://beta.sorteie.me/r/es
Entraremos em contato pelo Twitter ou e-mail solicitando o endereço. A Galera Record ficará responsável em enviar os exemplares aos ganhadores.
@blog_do_livro
@catataz
@gibadois
Confira no link: http://beta.sorteie.me/r/es
Entraremos em contato pelo Twitter ou e-mail solicitando o endereço. A Galera Record ficará responsável em enviar os exemplares aos ganhadores.
sábado, 29 de outubro de 2011
REFERENTE AO POST SOBRE DEUS
Referente ao post abaixo do dia 27/10, intitulado "Deus Existe"?
Pessoal, em nenhum momento eu tentei provar algo. Sou escritor, escrevo histórias e crônicas. Cada pessoa tem o direito de acreditar naquilo que lhe convém. Tem pessoas que acreditam em Deus, outras somente no demônio, algumas acreditam em ambos e outras não acreditam em nada. Tem certo e errado nisso? Não, ninguém está errado e ninguém está certo, pois desde que tenhamos educação e respeito com o próximo, somos livres para pensar e escrever, ok? Mas foi uma boa experiência saber que quando escrevemos sobre Deus as pessoas tratam o assunto com muitas dúvidas e até deboche.
@ademirpascale
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
DEUS EXISTE?
Ontem eu tive um dia estressante no trabalho; estava retornando cansado e desanimado para casa. Perco três horas por dia contando com ida e volta. Em São Paulo, nenhum microônibus respeita o limite máximo de passageiros, que é 44, sendo que um dia, no retorno para casa, contei até o número 75, depois parei. Não existe fiscalização, ou se existe não funciona. Os motoristas e cobradores acham que fazem um favor para nós "pagantes" e na maioria das vezes são grosseiros, entopem a lotação (nome certo) e sempre falam para os passageiros passarem a catraca, pois existe espaço de sobra no corredor, um espaço imaginário, pois o único espaço que sobra ali é o do motorista e cobrador que vão folgados durante toda a viagem, conversando sobre futebol, mulheres e problemas pessoais. Mas foi ontem que uma senhora despertou minha atenção: com muita dificuldade, ela tentava distribuir um panfleto, que ninguém aceitou, exceto esse que vos escreve. E com dificuldade para ler naquele recinto apertado, com uma mochila pesada cheia de livros, agradeci, dobrei o panfleto e guardei em meu bolso. A senhora ficou feliz, pois uma pessoa pegou o seu panfleto. Ela deu sinal e desceu da lotação com muita dificuldade, pois várias pessoas estavam paradas na frente da porta traseira. Hoje pela manhã resolvi ler o texto do panfleto, que era uma história de um autor desconhecido. Modifiquei algumas coisinhas no texto, mas aprendi uma coisa com ele, que devo continuar minha luta em busca dos meus objetivos.
Com um título que eu criei e algumas modificações no texto, eis a história:
BARBEIROS EXISTEM?
Um homem foi ao cabeleireiro para cortar o cabelo (óbvio). Para quebrar o gelo, ele começou a conversar com o profissional de cabelos oxigenados. Conversa vem, conversa vai, até que começaram a conversar sobre Deus... Ouve uma pequena discussão:
- Eu não acredito que Deus exista, como você fala - disse o barbeiro.
- Por que você diz isto? - perguntou o cliente.
- Bem, é muito simples: você só precisa sair na rua para ver que Deus não existe. Pô, se Deus realmente existisse, você acha que existiriam tantas pessoas doentes? Existiriam crianças abandonadas? Existiriam usuários de drogas? Se Deus existisse, não haveria sofrimento. Eu não consigo imaginar um Deus que permite todas essas coisas.
O cliente pensou por um momento, mas resolveu não prolongar a conversa. O barbeiro terminou o seu trabalho e o cliente saiu do estabelecimento. Neste momento ele viu um homem sentado na calçada com barba e cabelos longos e desgrenhados. Parecia que fazia um bom tempo que aquele homem não cortava os cabelos ou fazia a barba, além de estar completamente sujo. O cliente retornou ao cabeleireiro e disse ao barbeiro:- Eu não acredito que Deus exista, como você fala - disse o barbeiro.
- Por que você diz isto? - perguntou o cliente.
- Bem, é muito simples: você só precisa sair na rua para ver que Deus não existe. Pô, se Deus realmente existisse, você acha que existiriam tantas pessoas doentes? Existiriam crianças abandonadas? Existiriam usuários de drogas? Se Deus existisse, não haveria sofrimento. Eu não consigo imaginar um Deus que permite todas essas coisas.
- Sabe de uma coisa? Barbeiros não existem.
- Oras, como não existem? - disse o barbeiro confuso. - Eu estou aqui na sua frente. Não sou um barbeiro?
- Não! - exclamou o cliente com um brilho diferente nos olhos. - Eles não existem, porque se existissem, não existiriam pessoas com barba e cabelos longos, sujos e desgrenhados como os daquele mendigo.
- Ah, mas barbeiros existem, o que acontece é que as pessoas não me procuram e isso é uma opção delas.
- Exatamente! - afirmou o cliente. - É justamente isso. Deus existe, o que acontece é que as pessoas não o procuram, pois é uma opção delas, e é por isso que há tanta dor e sofrimento no mundo.
Ademir Pascale - @ademirpascale
- Não! - exclamou o cliente com um brilho diferente nos olhos. - Eles não existem, porque se existissem, não existiriam pessoas com barba e cabelos longos, sujos e desgrenhados como os daquele mendigo.
- Ah, mas barbeiros existem, o que acontece é que as pessoas não me procuram e isso é uma opção delas.
- Exatamente! - afirmou o cliente. - É justamente isso. Deus existe, o que acontece é que as pessoas não o procuram, pois é uma opção delas, e é por isso que há tanta dor e sofrimento no mundo.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
SUPER PROMOÇÃO: LIVRO "ZUMBIS", AUTOGRAFADO E COM FRETE GRÁTIS. DE R$ 25,00 POR R$ 9,90 (ATÉ SEXTA 28/10)
Sinopse: Em pleno século 21 eles foram quase esquecidos, mas nos espreitam constantemente pelas sombras. Sabe aquele friozinho na espinha que sentimos quando parece que alguém está escondido nos espiando? Pode acreditar, são eles: criaturas cadavéricas, mortos-vivos, seres infernais e catatônicos, ou popularmente zumbis. Afinal, quem disse que eles estão mortos?
Fuja das sombras. Passe longe das tumbas. Corra o máximo que puder. Conheça a trajetória desses horríveis canibais em contos contundentes com heróis, mocinhas e cidades infestadas pelos malignos servos dos rituais necromânticos.
Ademir PascaleFuja das sombras. Passe longe das tumbas. Corra o máximo que puder. Conheça a trajetória desses horríveis canibais em contos contundentes com heróis, mocinhas e cidades infestadas pelos malignos servos dos rituais necromânticos.
Escritor e Organizador Cultural
ADQUIRA O LIVRO "ZUMBIS - QUEM DISSE QUE ELES ESTÃO MORTOS?", AUTOGRAFADO E COM FRETE GRÁTIS, DE R$ 25,00 POR APENAS R$ 9,90. PROMOÇÃO VÁLIDA APENAS ATÉ O DIA 28/10/11 - SEXTA-FEIRA.
Interessados entrar em contato: amigosdocranik@ig.com.br com o assunto: "Promoção Zumbis"
@ademirpascale
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
VÍDEO LETTER Nº 3 DA RPG BRASIL CITANDO O LIVRO TIME OUT
O pessoal da RPG Brasil acabou de publicar a sua 3ª vídeo letter. E o primeiro livro que eles apresentam é o Time Out - Os viajantes do tempo (Editora Estronho), coletânea que organizei e participo como coautor com o conto A velha canção do marinheiro do futuro, juntamente de outros escritores.
@ademirpascale
@ademirpascale
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
DICAS E AUXÍLIO DE 73 ESCRITORES PARA JOVENS ESCRITORES - POR ADEMIR PASCALE
Em 2004 iniciei uma bateria de entrevistas e até o ano de 2011, já tinha entrevistado mais de 180 pessoas. A maioria são escritores e roteiristas, além de capistas e outros profissionais da área. Selecionei 73 escritores que entrevistei e destaquei neste arquivo uma resposta de cada um e cada uma delas serve como dica e auxílio aos escritores em início de carreira, ou para aqueles que ainda nem iniciaram no meio literário. Este é um importante arquivo que deve ser analisado e lido com calma. Então deixo uma dica: imprima e leia num momento tranquilo do seu dia. Qualquer dúvida ou opinião, por favor, entre em contato: ademir@cranik.com ou amigosdocranik@ig.com.br – Ademir Pascale
Meu blog pessoal: http://www.odesejodelilith.blogspot.com
Twitter: http://www.twitter.com/ademirpascale
Entrevistados: Moacyr Scliar, André Vianco, Fernando Bonassi, Helena Gomes, Cesar Souza, Flávia Muniz, Abel Reginatto, Rodrigo Capella, Martha Argel, Octavio Cariello, Kizzy Ysatis, Raphael Draccon, Nazarethe Fonseca, Saulo Sisnando, Marcelo Hipólito, Reinaldo Polito, Daniel Frazão, Cláudio Villa, Simone Marques, Giulia Moon, Richard Diegues, Nelson Magrini, Adriano Siqueira, Waldick Garrett, Roberto Causo, Rober A. Pinheiro, Tibor Moricz, André Carneiro, Leonardo Brum, Edson Rossatto, Juliano Sasseron, Antônio Carlos Secchin, Rosana Rios, Victor Maduro, Márson Alquati, Leandro Reis, M. D. Amado, Felipe Colbert, Danny Marks, Miguel Carqueija, Christian David, Jorge Luiz Calife, Sérgio Pereira Couto, Regina Drummond, James McSill, Daniel Pedrosa, Jorge Ribeiro, Jocir Prandi, Gerson Lodi-Ribeiro, Tatiana Ades, Dione Mara Souto da Rosa, Tim Marvim, Carlos Orsi, Rafael de Agostini, Allan Pitz, Laura Elias, André Bozzetto Junior, Bruno Resende, Leonel Caldela, Alfer Medeiros, Eduardo Spohr, Álvaro Domingues, Anderson Almeida, Estevan Lutz, Marina Avila, Duda Falcão, Luiza Salazar, Thalita Rebouças, Edith Chacon, Rochett Tavares, Bento de Luca, Kathia Brienza e Daniel Borba .
domingo, 16 de outubro de 2011
CONCORRA A TRÊS EXEMPLARES DO ÁLBUM "12 DE SETEMBRO - A AMÉRICA DEPOIS"
Em parceria com a Galera Record, sortearemos (concurso cultural) 03 exemplares do álbum "12 de Setembro - A América depois", resenhada recentemente por mim neste blog.
E para concorrer é simples:
- Siga os dois twitters listados abaixo:
- Galera Record: Clique aqui.
- Ademir Pascale: Clique aqui.
- Dê RT no Twitter usando a seguinte frase: @galerarecord e @ademirpascale estão sorteando 03 exemplares do álbum "12 de Setembro". Participe: http://kingo.to/RaF
Pronto. A promoção vai até o dia 01/11 às 22h. Divulgaremos neste blog os nomes dos três ganhadores no dia 02/11. Entraremos em contato via Twitter, mas se possível, pedimos aos participantes para que deixem os seus e-mails neste post, além dos seus endereços do Twitter :)
OBS.: o sorteio será realizado no site SORTEIE.ME. A Galera Record ficará encarregada em enviar os exemplares aos ganhadores.
Saiba mais sobre o álbum "12 de Setembro" no site da Galera Record.
Saiba mais sobre o álbum "12 de Setembro" no site da Galera Record.
Boa sorte!
@ademirpascale
sábado, 15 de outubro de 2011
RESULTADO DO CONCURSO CULTURAL "COWBOYS & ALIENS"
Link do sorteio: http://sorteie.me/1XCz1o
Ganhadores (cada um ganhará 01 exemplar da graphic novel Cowboys & Aliens)
1 - @pedrodobbin
2 - @ABelleDoFoforks
3 - @blog_do_livro
Entraremos em contato via Twitter para solicitar o endereço.
OBS.: A Galera Record ficará encarregada de enviar os exemplares aos ganhadores.
E fiquem atentos, pois amanhã terá mais uma super promoção com 03 exemplares do álbum "12 de Setembro - A América depois".
Ganhadores (cada um ganhará 01 exemplar da graphic novel Cowboys & Aliens)
1 - @pedrodobbin
2 - @ABelleDoFoforks
3 - @blog_do_livro
Entraremos em contato via Twitter para solicitar o endereço.
OBS.: A Galera Record ficará encarregada de enviar os exemplares aos ganhadores.
E fiquem atentos, pois amanhã terá mais uma super promoção com 03 exemplares do álbum "12 de Setembro - A América depois".
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
12 DE SETEMBRO, ENTRE AS MELHORES HQS LIDAS EM 2011
“12 de Setembro – A América Depois”, é um volumoso álbum que mescla crônicas, contos, charges e quadrinhos de aclamados quadrinistas, jornalistas, chargistas e escritores, não somente dos EUA, como de outras localidades do mundo, mostrando também a visão das pessoas que não estiveram especificamente no local do atentado de 11 de Setembro de 2001. A capa, assinada pelo cineasta, roteirista e ilustrador francês Enki Bilal, mostra certa semelhança ao estilo de Moebius, pseudônimo do também francês Jean Giraud. "12 de Setembro" é o trabalho mais denso que conheço sobre opiniões e diferentes visões sobre o atentado, mostrando também preocupação com o futuro dos EUA, o qual destaco o trabalho de Joe Sacco, ganhador do American Book Award de 1996, devido a sua série de reportagens em HQ agrupadas em "Palestina: na Faixa de Gaza" e "Palestina: uma nação ocupada". Em "12 de Setembro", Joe apresenta em quadrinhos o "Projeto Nostradamus", o qual um aparelho que leva o título da história, revela um moderno capacete capaz de projetar imagens de como será os EUA nos próximos 40 ou 50 anos. E através deste equipamento, eles descobrem que a PEPSI criou um partido e ganhou as eleições, colocando a sua grande logomarca no topo da Casa Branca, deixando os republicanos e democratas caírem em desuso. Neste futuro, a marca Pringles, famosa por suas deliciosas batatas fritas cheias de calorias, das quais sou viciado :), também tem o seu partido. Com certeza uma metáfora sobre o poder das grandes marcas que influenciam e geram consumo exagerado, principalmente entre os mais jovens. Destaco também o magnífico "Conto de Natal", escrito pelo romancista Jerome Charyn, escritor considerado pelo New York Newsday como o Balzac americano. O estilo de sua escrita é inigualável, difícil de encontrar hoje em dia. Nove páginas que já faz valer a leitura de todo o conjunto, não desmerecendo os outros trabalhos. Miles Hyman, artista americano nascido em Vermont, deixa a sua marca ilustrando esse belíssimo conto.
As charges, mesclam com os quadrinhos, contos e crônicas em várias das 208 páginas, deixando o trabalho divertido e diversificado na medida certa, destacando Bin Laden, usado em quase 90% delas.
Passei quase vinte dias lendo "12 de Setembro", pois gosto de ler calmamente, observando todos os detalhes das ilustrações e refletindo sobre o que está sendo passado. Um trabalho que certamente ocupará as primeiras posições entre as melhores HQs das quais li em 2011.
A obra é organizada pelos jornalistas da Radio France, Pascoal Delannoy e Jean Christophe Ogier, e é composta por vários colaboradores, destacando o já citado Joe Sacco e Jerome Charyn, além de Art Spiegelman, único quadrinista a receber um prêmio Pulitzer, pelo livro Maus (Cia. Das Letras).
As charges, mesclam com os quadrinhos, contos e crônicas em várias das 208 páginas, deixando o trabalho divertido e diversificado na medida certa, destacando Bin Laden, usado em quase 90% delas.
Passei quase vinte dias lendo "12 de Setembro", pois gosto de ler calmamente, observando todos os detalhes das ilustrações e refletindo sobre o que está sendo passado. Um trabalho que certamente ocupará as primeiras posições entre as melhores HQs das quais li em 2011.
A obra é organizada pelos jornalistas da Radio France, Pascoal Delannoy e Jean Christophe Ogier, e é composta por vários colaboradores, destacando o já citado Joe Sacco e Jerome Charyn, além de Art Spiegelman, único quadrinista a receber um prêmio Pulitzer, pelo livro Maus (Cia. Das Letras).
Título: 12 de Setembro
Ano: 2011
Páginas: 208
Editora: Record, selo Galera Record
@ademirpascale
terça-feira, 11 de outubro de 2011
LIVRO INVASÃO NA LOJA CIDADE DE PAPEL (SP)
Acabei de receber via e-mail esta foto que o Daniel Borba tirou na Cidade de Papel, loja especializada em HQs que fica dentro do Shopping Tatuapé. Na vitrine o livro Invasão, que organizei pela Giz Editorial, e O Peregrino, de Tibor Moricz (Draco). Valeu pela foto, Daniel ;)
@ademirpascale
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domingo, 9 de outubro de 2011
BOOKTRAILER DO LIVRO TIME OUT - OS VIAJANTES DO TEMPO
Marcelo Amado, editor da Estronho, mais uma vez mostra a sua criatividade com o booktrailer do Time Out - Os Viajantes do Tempo, livro que tive o prazer de organizar e participar como coautor. Para adquirir ou saber mais sobre o livro, clique aqui.
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
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