quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

DIA 19/01/13 ESTAREI NO CHINA TRADE CENTER

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Estarei autografando o livro "Encruzilhada" no China Trade Center, em São Paulo. Será num sábado, dia 19/01/13, às 18h. Se desejar, leve outros livros (O Desejo de Lilith, Draculea, Metamorfose, Zumbis, Invasão, Sobrenatural etc) que autografarei :)

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

TETOS PROFISSIONAIS - ROBERTO CARDOSO

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Sinopse: Existem muitas definições para sucesso. Porém, uma delas certamente é poder desenvolver todas suas potencialidades profissionais. 
Mas, logo surge uma pergunta? Por que às vezes, as coisas iam tão bem, pareciam tão fáceis, e depois parecem ficar tão difíceis? 
É como se estivéssemos subindo profissionalmente e, de repente, batêssemos a cabeça em um teto... 
Sobre isso, fala este livro. As armadilhas que podem estar nos esperando no futuro de nossas carreiras. Os “tetos” que podem nos impedir de desenvolver nossas completas potencialidades no trabalho. 
O autor mostra que podemos resolver essas aparentes limitações, seguindo em frente em nossos caminhos profissionais. Mais ainda, nos mostra que há como prever essas limitações, e resolvê-las antes mesmo que se tornem um problema. 
Partindo de um conceito novo, para falar de um tema que incomoda a muitos, desde sempre, este livro pode ser um importante guia, trazendo um outro modelo para nossas carreiras e – até mesmo – para nossas vidas

Título: Tetos Profissionais
Autor: Roberto Cardoso
Editora: Paulinas
Nº de páginas: 198
Entrevista com o autor: Clique aqui
Para adquirir o livro: Clique aqui

LISTA DOS SELECIONADOS DA ANTOLOGIA "NATAL FANTÁSTICO"


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Saiu a lista dos selecionados da antologia NATAL FANTÁSTICO!

1. Sinos de Natal - Miguel Carqueija
2. Se Acreditares! - João Manuel da Silva Rogaciano
3. O Natal dos Gêmeos - Priscila Boltão
4. O Natal de Lúcifer - Edweine Loureiro
5. O menino que vê a verdade - Andrea Carvalho
6. O Homem que queria destruir o Natal - Danny Marks
7. Um conto sobre encanto - Edileuza Bezerra de Lima
8. Tomás - Francelise Márcia Rompkovski
9. Desejo Realizado - Reinaldo Yamauchi
10. As Moiras - Ben Green
11. Canção de Natal - Gian Danton (autor-organizador)

Prefácio: Ademir Pascale
Capa e diagramação: Marcelo Bighetti

Nossos PARABÉNS aos selecionados, e MUITO OBRIGADO a todos que participaram!

O lançamento da antologia será dia 25/12 e poderá ser baixada na fanpage: www.facebook.com/infinitumlibris

Abração :)

sábado, 15 de dezembro de 2012

THE SPIRIT - MAIS AVENTURAS - LIDO E COMENTADO

Criado em 1940 por Will Eisner, um dos artistas mais importantes do mundo das histórias em quadrinhos, Denny Colt, o personagem principal, passou a ser chamado de "The Spirit" depois de ter sido considerado morto, mas que continuou sendo visto nas violentas ruas de sua cidade na luta contra o crime. A maioria das histórias de "The Spirit" tem um ar de sobrenatural e misticismo, envolvendo horror, romance, crime, drama e muito mistério.
Após Eisner entrar para o exército durante a segunda guerra mundial, “The Spirit” passou por diversas mãos, tendo traços e histórias diferentes das habituais conhecidas pelos fãs.
Tendo inspirado outros artistas, podemos até fazer uma semelhança com “O Corvo”, de James O'Barr, tendo sido adaptado para o cinema em 1994. E acredite, “The Spirit” passou pelas mãos até do grande Frank Miller, que adaptou a história para as telonas, tendo um estilo semelhante ao do longa-metragem “Sin City”, mas que infelizmente não fez tanto sucesso por tentar reinventar demais o herói, modificando o original.
“The Spirit: Mais Aventuras”, hq publicada recentemente pela Devir Livraria, reúne as últimas quatro edições da raríssima série que reapresentou o Spirit a uma nova geração de leitores em 1998, numa mescla de vários artistas, como Paul Chadwick, John Ostrander, Paul Pope, Eddie Campbell, Tom Mandrake, Scott Hampton, Joe R. Lansdale, Peter Poplaski, Dennis P. Eichhorn, Gene Fama, Marcus Moore, Pete Mullins etc. Com uma arte de capa belíssima produzida por Paul Chadwick, artista que também desenvolveu o desenho e a história “Beleza Maldita”, que daria uma ótima adaptação cinematográfica, é uma das melhores do álbum, seguida da história “Swami Vashtibubu, de John Ostrander, com arte de Tom Mandrake e “O Caso Eichberg”, de Scott Hampton e Mark Kneece, num dos melhores traços e ilustrações do conjunto de histórias.
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Recomendadíssimo para quem curte uma boa hq de luxo. A minha já está devidamente guardada :)



OBS.: A Devir ainda disponibiliza “The Spirit – Mais Aventuras” em capa-dura ou brochura.

The Spirit: As Novas Aventuras
Histórias: Vários artistas
Arte: Vários artistas
Miolo: 128 páginas coloridas em papel off-set 90 g/m²
Pinups: Will Eisner e William Stout
Acabamento: Capa-Dura ou Brochura
Para adquirir: Clique aqui. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

SIN CITY: A CIDADE DO PECADO

Neste último final de semana li "Sin City: A Cidade do Pecado" (Devir Livraria), de Frank Miller. Mais do que uma hq, é uma verdadeira obra de arte. Miller cuidou da história e da arte, deixando sua marca registrada em cada quadrinho. Seus heróis são humanos e aguentam muita porrada. Vide Batman de O Cavaleiro das Trevas e Marvin, de Sin City. Sua linguagem é coloquial e cheia de gírias, assim como deve ser nas ruas, bares, inferninhos e becos escuros de uma cidade dominada pela violência. Miller desenvolve suas personagens com paixão e é difícil não entrar no clima da história. Como fã de hqs adoro Stan Lee, mas Frank Miller chega a ser superior, pois quebra todas as regras dos super-heróis com seus personagens durões, revoltados e cansados da vida. Tenho praticamente todas as suas hqs e o único dos seus trabalhos que não curti muito foi Bad Boy, desenvolvido em parceria com Simon Bisley, o que acaba compensando em dobro em Sin City: A Cidade do Pecado, que é apenas parte da coleção que completa com Sin City: Balas, Garotas e Bebidas; Sin City: A Dama Fatal; Sin City: A Grande Matança; Sin City: O Assassino Amarelo; Sin City: A Noite da Vingança e Sin City: De Volta ao Inferno.
Para adquirir o seu exemplar de Sin City (R$ 39), acesse: loja.devir.com.br

Um pouco mais sobre Sin City - A Cidade do pecado:


Frank Miller, o escritor e desenhista responsável pela reformulação de Demolidor, o Homem Sem Medo, e também o genial criador de obras-primas como Ronin, Batman: O Cavaleiro das Trevas, Elektra, Liberdade, Hard Boiled e 300 de Esparta, é também o premiado e cultuado criador de SIN CITY: A CIDADE DO PECADO, uma obra em quadrinhos sem igual, adaptada para o cinema em 2005 numa superprodução dirigida por Robert Rodriguez (Era Uma Vez no México e Planeta Terror) e o próprio Miller, com a participação de Quentin Tarantino (Kill Bill e Bastardos Inglórios) como diretor convidado.

Um verdadeiro mestre na narrativa e na arte de luz e sombra, Miller narra as desventuras de Marvin, o perdedor nato que fará qualquer coisa para honrar uma paixão roubada. Mas sua tarefa não será fácil. Sin City é uma cidade cujas ruas são pavimentadas com corrupção e ódio, onde os becos acobertam crimes que ninguém quer tomar conhecimento e os olhares de cada pessoa bastam para revelar pecados secretos.

Sin City é mais do que uma história em quadrinhos. É uma obra gráfica de perturbadora beleza que oferece textos tão afiados quanto uma navalha assassina.

Sin City: A Cidade do Pecado
História & Arte: Frank Miller
Acabamento: brochura com laminação fosca, reserva de verniz e orelhas
Miolo: 216 páginas PB em papel off-set 90 g/m²
Formato: 17,0 cm × 26,0 cm
ISBN:978-85-7532-520-9

PARA LEITORES ADULTOS.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

E-BOOK DO 1º CONCURSO DE LITERATURA CRANIK

Ficou pronto o e-book do 1º Concurso de Literatura Cranik, com os 11 contos selecionados. Para fazer o download, basta clicar aqui. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

NESTE NATAL DÊ UM METAMORFOSE DE PRESENTE

Sinopse: Poderia uma maldição mudar o rumo da história da humanidade? Por que há tantos relatos dos homens lobos em épocas e lugares diferentes? Publius Ovidius Naso (43 a.C - 17 d.C) escreveu a obra Metamorphoses, na qual cita as transformações de homens em animais, incluindo o rei Licaão em lobo. Ovidius influenciou William Shakespeare, John Milton, Dante Alighieri, Benjamin Britten, Cruz e Silva e tantos outros ao longo de dois milênios. Aventure-se nestas páginas, mas tenha cuidado ao lê-las nas noites de lua cheia.

Título: Metamorfose - A Fúria dos Lobisomens
Organizador: Ademir Pascale
Vários autores
Gênero: Terror/Suspense
Editora: All Print
Nº de páginas: 200

Compare o preço deste livro no site Buscapé: Clique aqui.

Para comprar diretamente comigo, com dedicatória, autografado, com marcadores de páginas exclusivos e frete grátis (Correio via PAC ou Registrado Módico), de R$ 32,00 você pagará apenas R$ 15,00 (desconto de R$ 17,00). Promoção válida apenas até o dia 20/12/12. Solicite mais informações, escreva para: ademir@cranik.com ou amigosdocranik@ig.com.br  c/ Ademir Pascale.

domingo, 25 de novembro de 2012

LIVRO "UMA CRIANÇA... UM SONHO..." - A. J. BORGES

Sinopse: A história de um casal, que mesmo enfrentando dificuldades para criar dois filhos, por compaixão, resolvem adotar mais três crianças, rejeitadas por suas famílias biológicas. Uma história comovente, recheada de amor, fé e esperança. O leitor irá sorrir, chorar e se maravilhar da forma como Deus operou nesta família.  Uma história verídica, que apresenta uma verdadeira lição de vida. São muitos os que estão sendo impactados com a leitura deste livro. Um livro para toda família.

Ficha técnica:
Título: Uma criança... Um sonho...
Autor: Amauri José Borges
Editora: ABC
Nº de páginas 258
Ano: 2011
Leia entrevista com o autor: Clique aqui
Para adquirir o livro: Clique aqui

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A MULHER DE BRANCO - POR ADEMIR PASCALE

Em seu primeiro dia de vida fora abandonada na porta de um casebre pela mãe solteira. Maltratada pelos pais adotivos durante dezesseis anos, decidiu fugir com um homem mais velho que lhe traiu na primeira oportunidade com sua melhor amiga.
Desabrigada, desiludida, faminta e com apenas alguns trapos do que sobrou do seu vestido de noiva, passou a vender o próprio corpo em troca de esmola.
Mas não estava feliz com o pouco que ganhava.
E além do corpo passou a vender drogas.
Mas num surto de fúria, tristeza e loucura, com uma faca cortou os pulsos.
E até hoje, quarenta anos depois do suicídio, alguns caminhoneiros contam esta história nos bares de beira de estrada e juram que a mulher ainda caminha nas rodovias; com seu vestido de noiva, com os cabelos desgrenhados, uma faca ensanguentada na mão e o semblante luminoso pelas lágrimas que nunca cessam.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

JANTAR DOS DEUSES - POR ADEMIR PASCALE


Ela olhou para o céu estrelado e a névoa, com seu fino véu, cobria a densa vegetação. O ar gélido que aspirava adentrava prazerosamente nos pulmões, renovando suas forças e trazendo-lhe conforto, enquanto descalça caminhava com leveza sobre o orvalho, como se dançasse uma valsa solitária entre as frondosas árvores do bosque. Os seres noturnos, acostumados, presenciavam a jovem de cabelos vermelhos e cacheados que, vez ou outra, rodopiava, cantarolava e sumia atrás de alguns arbustos à procura de ervas raras. Já em sua cabana, bem próxima dali, subia pela chaminé uma fina e disforme fumaça esbranquiçada. Um gato preto, em meio aos livros antigos de uma estante empoeirada, observava, sobre um pentagrama, o borbulhar de um grande caldeirão que em seu conteúdo ainda se debatia, amarrado e amordaçado, o namorado de uma bruxa que lhe prometera, naquela noite, um jantar digno dos deuses.

SÃO PAULO X GOTHAM CITY

A cidade de São Paulo está tão violenta quanto Gotham City, a diferença é que não temos o Batman para nos defender. Que Deus nos ajude e que nossas pernas não falhem na hora de correr.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O BRINQUEDO DE RAMURAK - O DEUS-MENINO - POR ADEMIR PASCALE


Antes do início tudo era um grande vazio, escuro e sem vida. Mas apenas para o conhecimento humano, pois depois da imensidão desértica do universo, incríveis seres faziam morada num imenso planeta sem cor, possuidores de uma tecnologia tão avançada, que não existiam palavras para descrever. Deuses... Sim, eles eram deuses. O conhecimento sobre o tempo não existia e nem eles próprios sabiam como surgiram. Mas ninguém estava acima deles e nada os ameaçava, nem mesmo a própria morte.

Entre eles existiam deuses adultos; homens e mulheres. Mas também haviam crianças, destacando um deus-menino chamado Ramurak.

Ramurak era filho de Hamutá e Ranub, um dos mais respeitados deuses. Alguns diziam que ele, Ranub, tinha sido o primeiro do seu povo. Outros arriscavam em dizer que ele era o próprio criador de toda a sua poderosa raça. Ele sabia que não era o criador e que esse assunto estava acima da sua compreensão, mas sabia que o seu único filho Ramurak, era diferente dos outros deuses, pois era o único que possuía sentimentos.

Hamutá, a deusa-mãe, não compreendia os sentimentos do filho e quase sempre rejeitava suas curiosas ideias. Ranub, embora não possuísse sentimentos, sabia o que era: algo muito perigoso para a sua raça de deuses. Mesmo assim, pai e mãe, mantiveram segredo sobre a diferença do filho para com os demais.

Isolado das outras crianças que mais se pareciam com adultos, os pais, para distraírem o  filho, deram-lhe de presente uma pequena esfera que, através dela, Ramurak visualizava todas as cores, algo inexistente em seu planeta.

E com a palma da mão virada para cima, o pequeno deus deixava a esfera flutuar.

Inicialmente, foi uma grande diversão. Mas depois o brinquedo tornou-se enjoativo. E em uma pequena nave incolor em formato de esfera, numa das viagens com seus pais pelo deserto do universo em busca de mais conhecimentos, Ramurak, cansado em não ver nada diferente, distanciou-se e numa pequena distração de Hamutá e Ranub, o pequenino, num estalar de dedos, criou o que é chamado hoje pelos cientistas de Big Bang, o início do desenvolvimento do universo. Hamutá, percebendo o que o filho fizera, fez sinal de desaprovação. Ranub olhou sério para o filho e depois para a sua criação, enxergando o que aquilo viria a ser: milhares de galáxias com bilhões de planetas habitados. Ele olhou mais uma vez para o filho e pela primeira vez em sua eterna vida aprendeu o que era felicidade. A mãe, vendo a cena, acabou compreendendo que o filho acabara de fazer algo grandioso.

A viagem pelo deserto do universo tinha valido a pena, pois ambos aprenderam muito.

E enquanto retornavam para o seu planeta, os dois, pai e mãe, seguraram, um de cada lado, as mãos do filho, dando conselhos de que um dia ele faria algo ainda maior do que acabara de fazer.
A única coisa que eles não perceberam, era que o brinquedo do filho, a pequena esfera flutuante, ficara para trás. E ela vagou e presenciou a formação do universo se expandir e tomar enormes proporções por muito, muito tempo... 

Com o passar dos milênios, uma crosta rochosa foi surgindo em torno da esfera, tornando-a num meteoro com mais de oito quilômetros, viajando numa velocidade aproximada de 72.000 km/h, passando por incontáveis estrelas e planetas, sentindo a força vital de cada um deles, presenciando o nascer e o morrer através de destruições naturais e incontáveis guerras.

A esfera, mesmo sendo um ser inanimado, precisava encontrar um destino, um lar que lhe acolhesse e preservasse a sua existência, mesmo ela desconhecendo qualquer coisa que pudesse destruí-la, pois foi criada por Hamutá e Ranub, pais de Ramurak, o Criador de toda a vida existente no universo. O ser do qual simplesmente chamamos de Deus.  

Ela vagou e selecionou poucos planetas dos quais lhe agradou. Mas um era especial, devido a sua exuberante cor azul.

Sim, depois de vagar por bilhões de anos, ela finalmente encontrou o seu destino: o planeta Terra.

O impacto foi devastador, liberando uma energia descomunal, comparada a um milhão de bombas atômicas. O ser, chamado Esfera, não pretendia ter causado tamanho caos, mas acabou gerando a destruição de inúmeras espécies, pois a sua queda causou incêndios, chuvas ácidas e a liberação de gases, poeira e partículas de carboneto, bloqueando a luz solar gerando a drástica queda em sua temperatura. Com o passar dos anos, apenas os seres mais resistentes sobreviveram.

A Esfera, fora do seu rochoso casco, vagou solitariamente pelo nosso planeta e vislumbrou, aos poucos, ele se reerguendo e novamente ganhando vida.

O tempo passou e a Esfera, cansada de vagar a esmo, encontrou morada numa pequena caverna. Ali ela estaria protegida. E mesmo sendo considerada um brinquedo nas mãos de um deus-menino, era a criação de dois poderosos deuses. De certa forma ela sabia que deveria ficar naquela caverna e esperar.
Esperar por alguém que precisasse dela. Esperar por alguém que a possuísse. Pois ela nasceu apenas para servir. Esta era a sua função.

E ela esperou solitária nas trevas de uma simples cavidade rochosa.

Ela que vislumbrou o nascimento do universo. Ela que presenciou nações inteiras sucumbirem pela ganância de seus líderes. Ela que esteve presente no momento fúnebre da morte de milhares de estrelas. Ela que agora adormece esperando apenas que algo ou alguém a encontre.

Até o dia em que ela percebeu que não estava só: o som de crianças brincando no lado exterior da caverna a despertou do transe. Finalmente chegara o momento de mostrar para o mundo que ela existia. E que um dia esteve nas pequeninas mãos do Grande Criador de todas as coisas.

FIM 

OBS.: na realidade, esse conto seria o 1º capítulo de um romance, mas não lembro por qual motivo parei. Sei a história do início ao fim e sei que é muito bacana. Tenho que voltar a escrevê-la :)

domingo, 11 de novembro de 2012

QOMOLANGMA - POR ADEMIR PASCALE


Há anos o tormento assola os meus vastos e interrogativos pensamentos: procuro por Deus; uma palavra, um sinal... Tento encontrar explicações plausíveis para a minha existência. Li centenas de livros que vão de Dalai Lama a Charles Robert Darwin. Não encontrei consolo. Visitei a África, berço da humanidade. Percorri um dos extensos Caminhos de Santiago e escalei o ponto mais íngreme do monte Everest: nestas andanças, notei a delicadeza nas cores das flores mais exóticas do mundo, percebi a grandeza do intelecto nos olhos de um noturno Lêmure, assim como o poder e paciência nos vagarosos gestos de um  felino. Mas foi somente em minha última aventura, no alto do monte Everest, segundos antes de falecer de hipotermia subaguda, quando visualizei o sol deslizando entre as nuvens e ao meu redor a grandeza deste mundo pincelado em cores variadas, que Deus me revelou através do som dos ventos da cordilheira do Himalaia, que sempre tentou conversar comigo, desde o meu primeiro dia de vida...

*Em tibetano o monte Everest é chamado de Qomolangma (mãe do universo).