terça-feira, 4 de dezembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
NESTE NATAL DÊ UM METAMORFOSE DE PRESENTE
Sinopse: Poderia uma maldição mudar o rumo da história da humanidade? Por que há tantos relatos dos homens lobos em épocas e lugares diferentes? Publius Ovidius Naso (43 a.C - 17 d.C) escreveu a obra Metamorphoses, na qual cita as transformações de homens em animais, incluindo o rei Licaão em lobo. Ovidius influenciou William Shakespeare, John Milton, Dante Alighieri, Benjamin Britten, Cruz e Silva e tantos outros ao longo de dois milênios. Aventure-se nestas páginas, mas tenha cuidado ao lê-las nas noites de lua cheia.
Título: Metamorfose - A Fúria dos Lobisomens
Organizador: Ademir Pascale
Vários autores
Gênero: Terror/Suspense
Editora: All Print
Nº de páginas: 200
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Para comprar diretamente comigo, com dedicatória, autografado, com marcadores de páginas exclusivos e frete grátis (Correio via PAC ou Registrado Módico), de R$ 32,00 você pagará apenas R$ 15,00 (desconto de R$ 17,00). Promoção válida apenas até o dia 20/12/12. Solicite mais informações, escreva para: ademir@cranik.com ou amigosdocranik@ig.com.br c/ Ademir Pascale.
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domingo, 25 de novembro de 2012
LIVRO "UMA CRIANÇA... UM SONHO..." - A. J. BORGES
Sinopse: A história de um casal, que mesmo enfrentando dificuldades para criar dois filhos, por compaixão, resolvem adotar mais três crianças, rejeitadas por suas famílias biológicas. Uma história comovente, recheada de amor, fé e esperança. O leitor irá sorrir, chorar e se maravilhar da forma como Deus operou nesta família. Uma história verídica, que apresenta uma verdadeira lição de vida. São muitos os que estão sendo impactados com a leitura deste livro. Um livro para toda família.
Ficha técnica:
Título: Uma criança... Um sonho...
Autor: Amauri José Borges
Editora: ABC
Nº de páginas 258
Ano: 2011
Leia entrevista com o autor: Clique aqui
Para adquirir o livro: Clique aqui
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
A MULHER DE BRANCO - POR ADEMIR PASCALE
Em seu primeiro dia de vida fora abandonada na porta de um casebre pela mãe solteira. Maltratada pelos pais adotivos durante dezesseis anos, decidiu fugir com um homem mais velho que lhe traiu na primeira oportunidade com sua melhor amiga.
Desabrigada, desiludida, faminta e com apenas alguns trapos do que sobrou do seu vestido de noiva, passou a vender o próprio corpo em troca de esmola.
Mas não estava feliz com o pouco que ganhava.
E além do corpo passou a vender drogas.
Mas num surto de fúria, tristeza e loucura, com uma faca cortou os pulsos.
E até hoje, quarenta anos depois do suicídio, alguns caminhoneiros contam esta história nos bares de beira de estrada e juram que a mulher ainda caminha nas rodovias; com seu vestido de noiva, com os cabelos desgrenhados, uma faca ensanguentada na mão e o semblante luminoso pelas lágrimas que nunca cessam.
Desabrigada, desiludida, faminta e com apenas alguns trapos do que sobrou do seu vestido de noiva, passou a vender o próprio corpo em troca de esmola.
Mas não estava feliz com o pouco que ganhava.
E além do corpo passou a vender drogas.
Mas num surto de fúria, tristeza e loucura, com uma faca cortou os pulsos.
E até hoje, quarenta anos depois do suicídio, alguns caminhoneiros contam esta história nos bares de beira de estrada e juram que a mulher ainda caminha nas rodovias; com seu vestido de noiva, com os cabelos desgrenhados, uma faca ensanguentada na mão e o semblante luminoso pelas lágrimas que nunca cessam.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
JANTAR DOS DEUSES - POR ADEMIR PASCALE
Ela olhou para o céu estrelado e a névoa, com seu fino véu, cobria a densa vegetação. O ar gélido que aspirava adentrava prazerosamente nos pulmões, renovando suas forças e trazendo-lhe conforto, enquanto descalça caminhava com leveza sobre o orvalho, como se dançasse uma valsa solitária entre as frondosas árvores do bosque. Os seres noturnos, acostumados, presenciavam a jovem de cabelos vermelhos e cacheados que, vez ou outra, rodopiava, cantarolava e sumia atrás de alguns arbustos à procura de ervas raras. Já em sua cabana, bem próxima dali, subia pela chaminé uma fina e disforme fumaça esbranquiçada. Um gato preto, em meio aos livros antigos de uma estante empoeirada, observava, sobre um pentagrama, o borbulhar de um grande caldeirão que em seu conteúdo ainda se debatia, amarrado e amordaçado, o namorado de uma bruxa que lhe prometera, naquela noite, um jantar digno dos deuses.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
O BRINQUEDO DE RAMURAK - O DEUS-MENINO - POR ADEMIR PASCALE
Antes do início tudo era um grande vazio, escuro e sem vida. Mas apenas para o conhecimento humano, pois depois da imensidão desértica do universo, incríveis seres faziam morada num imenso planeta sem cor, possuidores de uma tecnologia tão avançada, que não existiam palavras para descrever. Deuses... Sim, eles eram deuses. O conhecimento sobre o tempo não existia e nem eles próprios sabiam como surgiram. Mas ninguém estava acima deles e nada os ameaçava, nem mesmo a própria morte.
Entre eles existiam deuses adultos; homens e mulheres. Mas também haviam crianças, destacando um deus-menino chamado Ramurak.
Ramurak era filho de Hamutá e Ranub, um dos mais respeitados deuses. Alguns diziam que ele, Ranub, tinha sido o primeiro do seu povo. Outros arriscavam em dizer que ele era o próprio criador de toda a sua poderosa raça. Ele sabia que não era o criador e que esse assunto estava acima da sua compreensão, mas sabia que o seu único filho Ramurak, era diferente dos outros deuses, pois era o único que possuía sentimentos.
Hamutá, a deusa-mãe, não compreendia os sentimentos do filho e quase sempre rejeitava suas curiosas ideias. Ranub, embora não possuísse sentimentos, sabia o que era: algo muito perigoso para a sua raça de deuses. Mesmo assim, pai e mãe, mantiveram segredo sobre a diferença do filho para com os demais.
Isolado das outras crianças que mais se pareciam com adultos, os pais, para distraírem o filho, deram-lhe de presente uma pequena esfera que, através dela, Ramurak visualizava todas as cores, algo inexistente em seu planeta.
E com a palma da mão virada para cima, o pequeno deus deixava a esfera flutuar.
Inicialmente, foi uma grande diversão. Mas depois o brinquedo tornou-se enjoativo. E em uma pequena nave incolor em formato de esfera, numa das viagens com seus pais pelo deserto do universo em busca de mais conhecimentos, Ramurak, cansado em não ver nada diferente, distanciou-se e numa pequena distração de Hamutá e Ranub, o pequenino, num estalar de dedos, criou o que é chamado hoje pelos cientistas de Big Bang, o início do desenvolvimento do universo. Hamutá, percebendo o que o filho fizera, fez sinal de desaprovação. Ranub olhou sério para o filho e depois para a sua criação, enxergando o que aquilo viria a ser: milhares de galáxias com bilhões de planetas habitados. Ele olhou mais uma vez para o filho e pela primeira vez em sua eterna vida aprendeu o que era felicidade. A mãe, vendo a cena, acabou compreendendo que o filho acabara de fazer algo grandioso.
A viagem pelo deserto do universo tinha valido a pena, pois ambos aprenderam muito.
E enquanto retornavam para o seu planeta, os dois, pai e mãe, seguraram, um de cada lado, as mãos do filho, dando conselhos de que um dia ele faria algo ainda maior do que acabara de fazer.
A única coisa que eles não perceberam, era que o brinquedo do filho, a pequena esfera flutuante, ficara para trás. E ela vagou e presenciou a formação do universo se expandir e tomar enormes proporções por muito, muito tempo...
Com o passar dos milênios, uma crosta rochosa foi surgindo em torno da esfera, tornando-a num meteoro com mais de oito quilômetros, viajando numa velocidade aproximada de 72.000 km/h, passando por incontáveis estrelas e planetas, sentindo a força vital de cada um deles, presenciando o nascer e o morrer através de destruições naturais e incontáveis guerras.
A esfera, mesmo sendo um ser inanimado, precisava encontrar um destino, um lar que lhe acolhesse e preservasse a sua existência, mesmo ela desconhecendo qualquer coisa que pudesse destruí-la, pois foi criada por Hamutá e Ranub, pais de Ramurak, o Criador de toda a vida existente no universo. O ser do qual simplesmente chamamos de Deus.
Ela vagou e selecionou poucos planetas dos quais lhe agradou. Mas um era especial, devido a sua exuberante cor azul.
Sim, depois de vagar por bilhões de anos, ela finalmente encontrou o seu destino: o planeta Terra.
O impacto foi devastador, liberando uma energia descomunal, comparada a um milhão de bombas atômicas. O ser, chamado Esfera, não pretendia ter causado tamanho caos, mas acabou gerando a destruição de inúmeras espécies, pois a sua queda causou incêndios, chuvas ácidas e a liberação de gases, poeira e partículas de carboneto, bloqueando a luz solar gerando a drástica queda em sua temperatura. Com o passar dos anos, apenas os seres mais resistentes sobreviveram.
A Esfera, fora do seu rochoso casco, vagou solitariamente pelo nosso planeta e vislumbrou, aos poucos, ele se reerguendo e novamente ganhando vida.
O tempo passou e a Esfera, cansada de vagar a esmo, encontrou morada numa pequena caverna. Ali ela estaria protegida. E mesmo sendo considerada um brinquedo nas mãos de um deus-menino, era a criação de dois poderosos deuses. De certa forma ela sabia que deveria ficar naquela caverna e esperar.
Esperar por alguém que precisasse dela. Esperar por alguém que a possuísse. Pois ela nasceu apenas para servir. Esta era a sua função.
E ela esperou solitária nas trevas de uma simples cavidade rochosa.
Ela que vislumbrou o nascimento do universo. Ela que presenciou nações inteiras sucumbirem pela ganância de seus líderes. Ela que esteve presente no momento fúnebre da morte de milhares de estrelas. Ela que agora adormece esperando apenas que algo ou alguém a encontre.
Até o dia em que ela percebeu que não estava só: o som de crianças brincando no lado exterior da caverna a despertou do transe. Finalmente chegara o momento de mostrar para o mundo que ela existia. E que um dia esteve nas pequeninas mãos do Grande Criador de todas as coisas.
FIM
OBS.: na realidade, esse conto seria o 1º capítulo de um romance, mas não lembro por qual motivo parei. Sei a história do início ao fim e sei que é muito bacana. Tenho que voltar a escrevê-la :)
FIM
OBS.: na realidade, esse conto seria o 1º capítulo de um romance, mas não lembro por qual motivo parei. Sei a história do início ao fim e sei que é muito bacana. Tenho que voltar a escrevê-la :)
domingo, 11 de novembro de 2012
QOMOLANGMA - POR ADEMIR PASCALE
Há anos o tormento assola os meus vastos e interrogativos pensamentos: procuro por Deus; uma palavra, um sinal... Tento encontrar explicações plausíveis para a minha existência. Li centenas de livros que vão de Dalai Lama a Charles Robert Darwin. Não encontrei consolo. Visitei a África, berço da humanidade. Percorri um dos extensos Caminhos de Santiago e escalei o ponto mais íngreme do monte Everest: nestas andanças, notei a delicadeza nas cores das flores mais exóticas do mundo, percebi a grandeza do intelecto nos olhos de um noturno Lêmure, assim como o poder e paciência nos vagarosos gestos de um felino. Mas foi somente em minha última aventura, no alto do monte Everest, segundos antes de falecer de hipotermia subaguda, quando visualizei o sol deslizando entre as nuvens e ao meu redor a grandeza deste mundo pincelado em cores variadas, que Deus me revelou através do som dos ventos da cordilheira do Himalaia, que sempre tentou conversar comigo, desde o meu primeiro dia de vida...
*Em tibetano o monte Everest é chamado de Qomolangma (mãe do universo).
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
NOVO CONCURSO LITERÁRIO "NATAL FANTÁSTICO", PELA EDITORA ORÁCULO
Estou organizando um novo concurso literário pela Editora Oráculo, em parceria com Gian Danton e Marcelo Bighetti.
Um homem avarento é visitado por três fantasmas que o fazem rever sua vida...
É certo que todo mundo já ouviu falar dessa história.
Mas você já parou pra pensar que as histórias natalinas estão intimamente ligadas ao fantástico?
Até mesmo o Papai Noel é uma figura de fantasia!
Mergulhe de vez nessa tradição, e venha participar da Natais Fantásticos, uma antologia que resgata esse aspecto de fantasia das histórias natalinas, e a magia única dessa época do ano.
Valem contos ambientados nos mais diversos cenários: da Inglaterra vitoriana a planetas distantes. O importante é que tenham esses dois elementos principais - e que de tão importantes, compõem o título deste projeto.
É certo que todo mundo já ouviu falar dessa história.
Mas você já parou pra pensar que as histórias natalinas estão intimamente ligadas ao fantástico?
Até mesmo o Papai Noel é uma figura de fantasia!
Mergulhe de vez nessa tradição, e venha participar da Natais Fantásticos, uma antologia que resgata esse aspecto de fantasia das histórias natalinas, e a magia única dessa época do ano.
Valem contos ambientados nos mais diversos cenários: da Inglaterra vitoriana a planetas distantes. O importante é que tenham esses dois elementos principais - e que de tão importantes, compõem o título deste projeto.
Leia as regras e participe. Envie o seu conto, acesse: editoraoraculo.com.br/nataisfant.html
VIAGEM AO REINO DA CABEÇA DA SERPENTE
Autora: Dione Mara Souto da Rosa
Sinopse: Uma viagem levará a bióloga Ana Maria Scarlet ao “Reino da Cabeça da Serpente”, no coração da selva de Campeche – a cidade Maia de Calakmul na Península do Yucatán no México, cujos tesouros arqueológicos são um museu ao ar livre em que se pode apreciar: templos, pirâmides e tumbas.
Ana Maria é obcecada pela maior cobra existente, o píton e parte numa expedição com quatro tripulantes para Calakmul a fim de pesquisar, fotografar e trazer a serpente para estudos num instituto local. Ao encontrar a cobra, encontra também uma misteriosa pedra contendo um mapa, que despertará a ganância de sua equipe, que não pouparão esforços para vê-la fora da expedição. Semi-morta é levada por um estranho ser ao portal da cidade dos "nagas" – seres mitológicos descritos na tradição védica como meio homem, meio serpente.
Ela é feita prisioneira pelas nativas e oferecida ao guardião do templo num ritual bizarro. Rajam, o naga, desperta-lhe sentimentos contraditórios, pois aterroriza pela aparência surreal, mas perturba-lhe os sentidos a paixão que nutre por ela. Ao ver que ela detém a outra metade da pedra de poderes místicos, que outrora fora de propriedade do templo, fará de tudo para que fique. Todavia não contará com os estranhos visitantes que profanarão o santuário saqueando as relíquias Maias.
Uma escolha mudará para sempre a vida da bióloga e de Rajam, não antes de um surpreendente acerto de contas.
Leia na íntegra entrevista recente que a escritora Dione cedeu ao Portal Cranik: www.cranik.com/entrevista212.html
Ficha Técnica:
Título: Viagem ao reino da cabeça da serpente
Autora: Dione Mara Souto da Rosa
Capa: Marcelo Bighetti
Nº de páginas: 64
Tipo: E-book (ePub, PDF e mobi)
Para adquirir: Clique aqui
Sinopse: Uma viagem levará a bióloga Ana Maria Scarlet ao “Reino da Cabeça da Serpente”, no coração da selva de Campeche – a cidade Maia de Calakmul na Península do Yucatán no México, cujos tesouros arqueológicos são um museu ao ar livre em que se pode apreciar: templos, pirâmides e tumbas.
Ana Maria é obcecada pela maior cobra existente, o píton e parte numa expedição com quatro tripulantes para Calakmul a fim de pesquisar, fotografar e trazer a serpente para estudos num instituto local. Ao encontrar a cobra, encontra também uma misteriosa pedra contendo um mapa, que despertará a ganância de sua equipe, que não pouparão esforços para vê-la fora da expedição. Semi-morta é levada por um estranho ser ao portal da cidade dos "nagas" – seres mitológicos descritos na tradição védica como meio homem, meio serpente.
Ela é feita prisioneira pelas nativas e oferecida ao guardião do templo num ritual bizarro. Rajam, o naga, desperta-lhe sentimentos contraditórios, pois aterroriza pela aparência surreal, mas perturba-lhe os sentidos a paixão que nutre por ela. Ao ver que ela detém a outra metade da pedra de poderes místicos, que outrora fora de propriedade do templo, fará de tudo para que fique. Todavia não contará com os estranhos visitantes que profanarão o santuário saqueando as relíquias Maias.
Uma escolha mudará para sempre a vida da bióloga e de Rajam, não antes de um surpreendente acerto de contas.
Leia na íntegra entrevista recente que a escritora Dione cedeu ao Portal Cranik: www.cranik.com/entrevista212.html
Ficha Técnica:
Título: Viagem ao reino da cabeça da serpente
Autora: Dione Mara Souto da Rosa
Capa: Marcelo Bighetti
Nº de páginas: 64
Tipo: E-book (ePub, PDF e mobi)
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domingo, 4 de novembro de 2012
LISTA DOS VENCEDORES DO 1º CONCURSO CULTURAL DE LITERATURA CRANIK
Bom, depois de ler 83 contos inscritos para o 1º Concurso Cultural de Literatura Cranik, cheguei ao resultado final. Foram muitas horas de leitura, pois li duas vezes cada um dos contos. Prevaleceu a criatividade e qualidade do texto, além do conto inscrito seguir as normas do regulamento. Foi praticamente impossível selecionar apenas 3 contos, então resolvi dar a oportunidade para mais 8 contos que achei muito bons, sendo 11 selecionados. A escritora Ana Beatriz, com o conto "O Bicho", ficou em 1º lugar e terá um e-book confeccionado somente para ela. Agora uma surpresa: além da menção honrosa para o 2º lugar com o conto "Sopros do Mal", da escritora Claudia de Andrade e 3º lugar com o conto "Hora do Embarque, do escritor Edweine Loureiro, farão parte de um outro e-book os vencedores do 2º ao 11º lugar. Os 11 vencedores terão seus contos publicados. Os 2 e-books serão confeccionados até o dia 05/12/12 e serão disponibilizados gratuitamente aos autores e leitores, em uma ação para divulgar o trabalho dos selecionados para o meio literário. Em tempo, será feita também uma entrevista com a primeira colocada para o Portal Cranik. Entrarei em contato amanhã (05/11) para acertar mais detalhes com os 11 vencedores.
Os autores que não tiveram seus contos selecionados, logo poderão participar de outro concurso. Estarei organizando juntamente do escritor Gian Danton, em parceria com Marcelo Bighetti, uma coletânea para a Editora Oráculo sobre contos fantásticos natalinos. Logo anunciarei aqui mais detalhes. Então fique ligado nas notícias do blog ;)
LISTA DOS VENCEDORES DO 1º CONCURSO CULTURAL DE LITERATURA CRANIK:
1º Lugar
Autora: Ana Beatriz
Conto: O Bicho
2º Lugar
Autora: Claudia de Andrade
Conto: Sopros do Mal
3º Lugar
Autor: Edweine Loureiro
Conto: Hora do Embarque
4º Lugar
Autor: Leandro Luiz
Conto: Erra uma vez
5º Lugar
Autor: Adam Minhoto
Conto: A Depressão da Fênix
6º Lugar
Autor: Angelo Miranda
Conto: A Mente Eterna
7º Lugar
Autor: André Luís
Conto: O Medalhão
8º Lugar
Autora: Dione Mara Souto da Rosa
Conto: Nuada - O Lendário Rei Tuatha Dé Danann
9º Lugar
Autora: Andrea Carvalho
Conto: A Noite Misteriosa dos Mortos-Vivos
10º Lugar
Autora: Alana Menk
Conto: Zéfiro
11º Lugar
Autor: Luan Montà
Conto: Memento Mori
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
MOMENTO MELANCOLIA
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| Creedence |
Eu sofro de "momentos melancolias", mas nem todos os dias isso acontece. Hoje estou assim, melancólico num dia cinza. Macambúzio numa hora sem graça. Isso geralmente ocorre pouco antes do anoitecer. E I put a spell on you, do Creedence, reflete os meus pensamentos tristes dum dia antes do feriado de finados. É provavel que, depois de assistir alguns filmes — Prometheus e Desconhecido, com Liam Neeson — e alguns programas do History Channel, eu fique melhor.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
AS PORTAS
Caminhando hoje pelas calçadas do
Portal do Morumbi, em São Paulo, passei por uma pedinte que estava com uma
criança — provavelmente o seu filho — implorando dinheiro ou alimentos. Ao olhar
para a rua mais próxima, vi um carro branco importado sendo conduzido por uma
mulher e uma criança no banco traseiro, pessoas que aparentavam da classe alta.
Em segundos tentei imaginar o que raios seria a desigualdade: um Deus que
beneficia uns e outros não. Um conjunto de circunstâncias que levou uma pessoa
a pobreza extrema e outra ao luxo excessivo. Falta de sorte ou mero acaso.
Destino? Não acredito nisso, pois a vida de uma pessoa não pode estar traçada,
ela constrói o seu caminho dia após dia, mas é verdade que se o caminho não for
bem conduzido, o final será praticamente o pior possível, como também não.
Algumas, ou muitas pessoas que não conduziram bem as suas vidas se deram bem,
então isso descarta a possibilidade de um Deus que beneficia os que seguem um
caminho civilizado. O que vejo, depois de muita reflexão, é que existem várias
portas que nos cercam. Em uma delas está o sucesso, em outra o fracasso, numa
está a vida, em outra a morte, e assim por diante. Descobrir qual porta abrir é
façanha complicada, um tiro no escuro. Noto nos rostos cansados dos
trabalhadores falta de perspectiva para um futuro melhor. É por isso que muitos desistentes da batalha, ou mesmo fracos, se afogam na bebida. Somos escravos deste sistema cruel,
escravos que servem outras pessoas que encontraram seu caminho através de uma
porta certa. Tentar decifrar o que é tudo isso é difícil. Acreditar que seremos
mais felizes após a morte é algo incerto, afinal, alguém retornou da morte e
disse que o além é legal? É uma esperança acreditarmos na vida após a morte,
num sentido lógico para uma vida que não acaba, mas que modifica em forma de
espírito.
Tudo isso pensei hoje, no caminho
para o trabalho ao ver a pedinte com a criança no colo, mas sempre divago sobre
questões semelhantes, desde criança. Meu pai dizia que eu era um grande
observador, mas não pude discutir tantas questões com ele, pois faleceu cedo, quando eu tinha apenas 13 anos de idade, e foi justamente nessa fase que
comecei a questionar sobre o sentido real da vida. Meu pai era saudável,
trabalhador e honesto. Um dia parou o seu carro num semáforo do bairro da Lapa
e foi baleado duas vezes por dois cretinos que queriam apenas roubar o seu
automóvel. A vida do meu pai acabou ali, numa calçada suja e dura. Ele era devoto de Nossa Senhora Aparecida, mas nada o poupou de uma morte cruel.
E quantas outras pessoas, quantas outras famílias não passaram por algo
semelhante ou até pior? Tento pensar em seres superiores que nos observam, num
Deus que traça o nosso caminho de maneira estranha, mas que no fundo isso tem
algum sentido e que a vida não seja apenas uma luz que se apaga. As portas
existem e estão ao nosso redor, basta acreditarmos e termos forças para abri-las,
uma por uma, por mais emperradas que estejam.
Enquanto isso, a pedinte continua
lá, com a mão estendida e sentada na calçada com sua criança no colo, apenas aguardando
que alguém torne a sua vida um pouco melhor.
Ademir Pascale
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
O PODER DA MÚSICA E DAS PALAVRAS
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| The Doors |
Existe um remédio para o desânimo chamado música. Existem dias que não acordamos bem. Outros dias parece que tudo dá errado. O estresse diário, horas no trânsito, contas para pagar e propaganda política excessiva não fazem bem para ninguém. É por isso que hoje é fácil vermos vários pedestres usando fone de ouvido, alguns discretos, outros chamativos. O legal é que a moda dos fones de ouvido dos anos 80 retornou. São fones externos coloridos e estampados, algo que foi abolido no ano 2000, tomando o seu lugar fones menos chamativos e com menos potência. As pessoas não querem ouvir o barulho dos carros. Elas querem ouvir suas músicas prediletas e passar o tempo. Hoje em dia é normal sonhar acordado. Antigamente algumas músicas eternizavam um momento romântico, e os reis eram os Bee Gees, Kenny Rogers, Scorpions, Nazareth, Richard Marx, etc. Algumas músicas inspiram ação e aventura, e das antigas gosto de ouvir Creedence, The Doors, Deep Purple, Black Sabbath, Metallica e Legião Urbana. É impossível dizer que determinada música não mexe conosco. Ela influência e muito. Isso também depende da cultura de cada um. Tem pessoas que ouvem rock, outras curtem sertaneja, gospel, blues, eletrônica, rap, etc. Tem pessoas que falam que determinado gênero de música não é música. Bom, eu já disse isso, mas confesso que foi algo dito sem reflexão, pois existe uma grande pluralidade cultural espalhada pelo mundo e o som que pode ser horrível para determinado grupo de pessoas, pode ser o som mais melódico e extraordinário da Terra. É verdade que existem músicas impossíveis de entender e decifrar a sua letra, mas isso deixo para quem curte ouvir músicas com letras indecifráveis.
Mas essa crônica não é somente sobre música, mas também sobre palavras escritas e pronunciadas. Afinal, quem já não foi atingido por palavras duras e grosseiras e palavras que nos derrubaram como um soco bem dado no queixo? E também ao contrário, palavras positivas que nos ergueram do fundo do poço e jorrou cores em nosso dia? Palavras de amor e de carinho. Afinal, as palavras representam o pensamento humano. São poderosas e pontiagudas como a ponta de uma espada, mas também frias e duras como a morte. Palavras positivas podem levantar o ânimo de uma pessoa desmotivada. Podem ajudar pessoas a se reerguerem para atingirem seus objetivos, como também pode fazer o dia de uma pessoa torna-se cinza e fazê-la colocar tudo a perder.
Por isso, pense bem sobre as palavras que você irá pronunciar ou escrever. Pense bem sobre a música que você irá ouvir, pois tudo isso é um conjunto de influências que não atingirá apenas você, mas todos os que estão ao seu redor.
Mas essa crônica não é somente sobre música, mas também sobre palavras escritas e pronunciadas. Afinal, quem já não foi atingido por palavras duras e grosseiras e palavras que nos derrubaram como um soco bem dado no queixo? E também ao contrário, palavras positivas que nos ergueram do fundo do poço e jorrou cores em nosso dia? Palavras de amor e de carinho. Afinal, as palavras representam o pensamento humano. São poderosas e pontiagudas como a ponta de uma espada, mas também frias e duras como a morte. Palavras positivas podem levantar o ânimo de uma pessoa desmotivada. Podem ajudar pessoas a se reerguerem para atingirem seus objetivos, como também pode fazer o dia de uma pessoa torna-se cinza e fazê-la colocar tudo a perder.
Por isso, pense bem sobre as palavras que você irá pronunciar ou escrever. Pense bem sobre a música que você irá ouvir, pois tudo isso é um conjunto de influências que não atingirá apenas você, mas todos os que estão ao seu redor.
Ademir Pascale
terça-feira, 16 de outubro de 2012
WINDOWS 95, LIVROS E VIDA DE ESCRITOR
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| Um dos modelos do FazBanner |
Tive minha primeira experiência usando um computador no ano de 1994, numa construtora nos Jardins, em São Paulo, onde trabalhava como office boy. Para fazer uma tabela, tinha que usar o DOS. Os botões do teclado, como F1, F2, F5, etc, eram muito usados, pois cada um fazia uma linha na tabela. Eram tempos difíceis, mas também legais, pois foi lá que comecei a frequentar as casas de jogos eletrônicos e na época fiquei tão conhecido na Rua Augusta, que sai numa matéria do jornal O Estado de São Paulo, com o título "Os Reis das Ruas"... Em 1995, quando conheci o Windows, fiquei boquiaberto com os cliparts do Word, algo que hoje não passariam de um aglomerado de desenhos bobos e comuns. O tempo foi passando. Estudei vários programas. Li muitos livros e revistas sobre o assunto e até fui considerado como expert numa revista intitulada "WWW" (Editora Europa), no quesito divulgação de sites e de como aparecer no topo do Google. Recordo também que, numa outra revista de informática que não quero citar o nome, uma das colunistas fez uma entrevista comigo e pediu um artigo sobre o assunto. No final a revista foi publicada e o meu artigo idem, mas sem meus créditos. No rodapé da matéria estava apenas o nome da colunista. Reclamei, claro, então na edição posterior publicaram uma minúscula errata citando o esquecimento do meu nome na matéria. Mas acreditem, não ganhei sequer um exemplar da revista, tive que comprar. Fiz também vários sites para mim e para clientes, mas depois dei um tempo para iniciar minha carreira como escritor. Mas como todos sabem, vida de escritor no Brasil não é fácil, então tive que entrar num projeto para ministrar aulas de informática para pessoas duma região carente (em vários aspectos) de São Paulo. No último mês tive que reativar nas horas vagas minhas atividades como webmaster, tanto na divulgação de livros e autores (www.livrodestaque.com.br) como na fabricação de banners diferenciados (www.divulgalivros.org/fazbanner.html), e tenho outros projetos em pauta. Não que eu não goste de trabalhar com informática, mas gostaria de dedicar mais o meu tempo com a minha família, assistir filmes, ler e escrever contos e romances, que é algo que amo fazer. Mas tem que ser assim, dividir o meu dia em mil pedaços e ficar tão cansado ao final da noite, que conseguir dormir 4 ou 5 horas por dia tornou-se um presente. Afinal, 90% dos escritores brasileiros precisam ter uma segunda profissão, não sou o único e isso também não é um consolo. Minha produção na literatura poderia ser bem maior, mas neste momento esta é a situação.
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